Sábado, 22 de Janeiro de 2011
Deixa-me só...

 

Deixa-me só...

 

Não atormentes o meu silêncio

com palavras inúteis

ou um sorriso macilento

que traga consigo o odor

a bafio

e uma quase aspereza

com sabor a castigo

sem perdão!

 

Deixa que me embale no abandono

duma viagem sem destino

como se buscasse a pedra filosofal

ou o elixir da eterna juventude

ainda que as lágrimas

caiam no âmago do mesmo silêncio

bruto

e doam como punhais

tragando a carne em agonia!

 

Deixa-me só...

A guardar os caminhos sem regresso

e a tornar vivas as imagens

perdidas

do tempo da inocência!

 

 

by PC, em 20.Mai.2010, pelas 20h00


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publicado por Paulo César às 15:39
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Quinta-feira, 20 de Maio de 2010
Deixa-me só...

 

Deixa-me só...

 

Não atormentes o meu silêncio

com palavras inúteis

ou um sorriso macilento

que traga consigo o odor

a bafio

e uma quase aspereza

com sabor a castigo

sem perdão!

 

Deixa que me embale no abandono

duma viagem sem destino

como se buscasse a pedra filosofal

ou o elixir da eterna juventude

ainda que as lágrimas

caiam no âmago do mesmo silêncio

bruto

e doam como punhais

tragando a carne em agonia!

 

Deixa-me só...

A guardar os caminhos sem regresso

e a tornar vivas as imagens

perdidas

do tempo da inocência!

 

 

by Paulo César, em 20.Mai.2010, pelas 20h00


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publicado por Paulo César às 20:04
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Sexta-feira, 5 de Junho de 2009
Voo suave

 

Voo suave…
Interlúdio de memória e sonho,
Desabafo que alastra na clareira
Dum passado vagaroso,
Passos que marcam indeléveis
Esboços de futuro,
Sonoras gargalhadas que rasgam
Barreiras de medo
E libertam fantasmas sem nome
E sem aura.
 
Dormente o olhar vagueia
Em busca da outra margem
Como se construísse a ponte que falta
Para o beijo ou o abraço.
 
O que vem depois é a parte
Que resta da sincopada cadência
Da teimosa vontade de ir longe,
Ainda que o tempo se esgote
No sopro da aragem fria,
Ainda que a jornada termine
No dobrar da esquina redonda,
O dorso das vagas traz o rumor
Da aventura na ladainha das marés.
 
Só a gaivota sabe a lonjura
Do horizonte
Quando a praia fica deserta!
É então que o voo se solta
No torvelinho da rebentação…
 
 
by Paulo César, em 27.Out.2008, pelas 23h30

sinto-me: liberto
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publicado por Paulo César às 09:49
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