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No Chão d'Água...

Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido? (Álvaro de Campos)

No Chão d'Água...

Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido? (Álvaro de Campos)

23.08.15

N A D A


  Meu sentimento é de nada! Nada... e nada acontece. E o nada, que o tudo traz, tira-lhe a esperança e a paz e em desespero fenece como lamparina sem luz, que a noite fria reduz a sombra negra, calada.   Meu sentimento é de nada! Nada mais, que tudo é nada!   Em 20.Ago.2015 PC  
02.01.14

Do alto da minha janela


  do alto da minha janela aberta à noite, ao luar e ao longe vejo o que vejo e o que almejo.   as casas caladas, que ficam do outro lado da rua, os carros, que correm atrás dos sonhos dos condutores acelerados, as árvores, nuas de ninhos e prenhes de pássaros imberbes, os cães vadios rosnando a fome junto aos caixotes do lixo, os gatos no cio miando desejos, com olhos de (...)
11.04.12

Procurando a paz


  Calcorreei todos os lugares onde me pareceu possivel encontrar-te. A todos com quem me cruzei perguntei pelo teu nome. Às núvens negras, prenhes dum aluvião de águas, indaguei por ti. Aos pássaros assustados da minha ousadia interroguei sem resultado. Olhando as pedras lisas de tanto serem pisadas tentei descobrir um sinal, em vão.   Era já noite e veio a lua cheia e na ansiedade de saber algo, questionei-a. Muda me olhou na sua cor mansa e nada me disse que me desse esperança. (...)
04.04.12

Fastio


  Já não me seduzem as purpurinas das vestes dos magos, A luz sedutora dos foguetes de lágrimas derramando-se, A sonoridade insidiosa das melodias insonsas e aveludadas, O odor agridoce das palavras esdruxulas rendadas nas franjas, Os sorrisos convenientes em lábios caiados de baton barato.   Não me incentivam as criaturas que se travestem de nababos, Rastejantes de efeitos coloridos nas carapaças resinosas, Batráquios esverdeados, anfíbios nascidos nos dejectos da perfídia, Ro (...)
23.09.11

Declaração de amor (I)


  Fonte: Google     Não sobrou nenhuma palavra Depois que disse: amo-te! Nem nenhuma pomba branca veio Arrulhar um segredo Que descosesse o meu silêncio; Nem uma nuvem de algodão quis Aferrolhar o sol só para si; Nem um sopro de aragem levou para longe Aquela memória feita de gomos de saudade E algumas migalhas de solidão.   Depois que olhei de frente o sol No final do dia A noite veio despudoradamente deitar-se comigo Numa cama vazia de encantamento E fez com que não dormisse (...)
09.06.11

LANÇAMENTO DO LIVRO "NO CHÃO D'ÁGUA - Poesia Líquida..."


(imagem obtida na net)   Está em marcha e vai acontecer...   NO DIA 2 DE JULHO DE 2011, PELAS 16H00, NO ANFITEATRO DO CAMPO GRANDE, nº 56, EM LISBOA!   Será o lançamento do meu livro de poesia "No Chão d'Água - Poesia Líquida..."! O meu primeiro livro!   Desde já, a todos, deixo o convite para estarem presentes! Serão bem vindos!   O convite oficial irá sair em breve e logo será publicado!   Estou a ficar em pulgas...   PC      
12.09.10

Versejando - Texto I


  Navego as dores e os presságios, Como se carregasse um filho no ventre!   Rebentadas as águas, Os rios aventuram-se no mar E diluem no sal a mansidão dos leitos!   Nem todos os peixes são azuis, Como nem todas as lágrimas acordam As tuas palavras caladas!   by PC, em 07.Set.2010
18.06.10

Quase sonho...


(Imagem obtida na internet)   Tornar-se o sonho! O próprio sonho vir a ser... Mais que fisico, carne ou pedra, ser chama, Labirinto de sentimentos e aventura, Lastro de mar em marés mais vivas que a dor, Mais funestas que a morte; Queda livre no infinito De onde só a palavra será capaz de ressuscitar A (...)