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No Chão d'Água...

Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido? (Álvaro de Campos)

No Chão d'Água...

Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido? (Álvaro de Campos)

24.11.09

Vagarosa tarde


  Vagarosa tarde, quase noite, porque vieste agora acordar os meus olhos vazios para a luz preguiçosa?   Diabólica noite de passos segredados, que trazes, à solta, nos cabelos de sombras ou nos pingos inquietos dum beiral incómodo?   Sonolenta aragem fria, impiedosa invasora das frinchas das casas sem vivalma, porque devassas a minha pele tisnada do sol que foi?   Derradeira esquina, que tropeças na avenida larga, onde os candeeiros jorram o caudaloso (...)
14.01.07

Insónia


A coberto da noite Planto sonhos E quando o dia nasce Colho os frutos Proibidos Da árvore da sabedoria. O meu pecado original Foi amar mais do que pode A força humana E fustigar a fome Com beijos, Com abraços, Com carinhos E silêncios nús, Prenhes de encantamento. Pendurei (penduro ainda) Nas estrelas gritos mudos, Chamamentos lancinantes, Recados tresloucados Como SOS de naufrago Que vogam ausentes No dorso das vagas, Até que uma rede os recolha Como peixes do espaço, Mortos no (...)