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No Chão d'Água...

Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido? (Álvaro de Campos)

No Chão d'Água...

Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido? (Álvaro de Campos)

04.11.09

Poema improvável


  A vagarosa luz penetra a sombra fecundando a penumbra macilenta   a gélida chuva irrompe intrépida violando o silêncio da terra prostrada   o vento suão esventra as casas aferrolhadas e submete o espaço   a noite alastra dominadora acicatando os medos que escravizam   o mar investe marulhando no areal exposto em poisio   De olhos em riste aponto algures um ponto improvável onde se cruzam
28.07.09

PROMONTÓRIO DO SONHO (com vista para a realidade)


  Debruço-me... vejo longe o marulhar das ondas!   Inspiro... sinto fundo o sabor da aragem!   Sento-me... abraço o rumor do pinheiral, as urzes!   E, de coração inundado de paz e olhar escancarado ao silêncio que brota do chão areento, adormeço a velar as lagartixas inquietas, que o sol seduz, e as formigas audazes, no frenesim do verão cálido.   Deixo que, na perpendicular, o sol se espraie, preguiçoso, no meu corpo absorto e morro, sorrindo, na (...)