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No Chão d'Água...

Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido? (Álvaro de Campos)

No Chão d'Água...

Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido? (Álvaro de Campos)

28.07.09

A outra face


  Fustigo com beijos as lágrimas que escorrem pelas tuas faces desérticas e semeio um sorriso na sombra das rugas que irrompem do chão do teu rosto.   Enlaço-te num abraço e com a força de um déspota subtraio do teu ser a moldura da solidão tenebrosa que te agasalha.   E quando fico só enfrento a planura do espelho e vejo reflectida a sombra do que sou... E já não sobram beijos que me lavem o rosto, nem sorrisos que aplanem minhas rugas, ou abraços que (...)
03.07.08

Adeus...


    Na hora do adeus o estrondo das lágrimas ofusca a grandeza dos gestos simples, a mão que afaga a pele, o beijo que lambe a face rubra, a força do abraço que estreita os corpos e transfega o amor.   De resto o ar oprime, o espaço esfuma-se, o horizonte perde-se, os olhos cegam na hora do adeus incapazes de sarar a dor caudalosa.   É então que a saudade nasce e faz rebentar as águas duma (...)