Sexta-feira, 18 de Junho de 2010
Quase sonho...


(Imagem obtida na internet)

 

Tornar-se o sonho! O próprio sonho vir a ser...

Mais que fisico, carne ou pedra, ser chama,

Labirinto de sentimentos e aventura,

Lastro de mar em marés mais vivas que a dor,

Mais funestas que a morte;

Queda livre no infinito

De onde só a palavra será capaz de ressuscitar

A alma, pela força de um verso...

 

Devagar...

Medindo o tempo pela ampulheta

Dos sorrisos, dos abraços, dos beijos lançados

Com a palma da mão

Onde lemos o futuro!

Coligindo das horas todos os raios solares,

Todos os pingos de chuva fria,

Todos os frémitos revoltos da aragem indomada,

Dum vento que cavalga o dorso das estações

Com a mesma volúpia com que se enamora

Das ondas

Para deixá-las prostradas e rendidas

Na orla da praia,

Semi-cobertas, desnudas, entre os novelos da espuma,

Dossel de seda e cambraia!

 

Lábios que sabem prometer a eternidade

Lançam poemas na força centrífuga do éter!

Braços que sabem estreitar o medo

Dominam o tempo que há-de ser!

 

 

by Paulo César, em 18.Jun.2010, pelas 21h30



publicado por Paulo César às 22:18
link do post | comentar | Adicionar às escolhas

Terça-feira, 4 de Agosto de 2009
Dádiva

 

Não me dês apenas

a beleza serena do teu olhar,

ou o carinho sem medida

do teu abraço envolvente,

ou a doçura impiedosa

do teu beijo fugidio!

 

Dá-me o segredo

guardado nos teus silêncios

desérticos,

a paz cristalina

das tuas ausências

introspectivas,

a fragância paradisíaca

das tuas palavras

sensatas!

 

Ensina-me a ser

o pastor das tempestades,

das marés vivas,

da ventania ribombante...

o domador da escuridão,

do medo e da vertigem...

o curador das dúvidas,

das interrogações repetidas,

dos ses e dos mas de cada instante!

 

Mostra-me o caminho da luz,

dos dias que nascem de noites enluaradas,

das horas que se sucedem

e se somam a tempos de busca,

quando o espanto se posta no olhar

escancarado e abre de par em par

as portadas do futuro,

com sorrisos especados

em lábios de mil sois e campos

floridos.

 

Deixa que tome o bordão a que te amparas,

para com ele subir ao cume

extenuante do teu corpo

e à profunda quietude da tua alma.

Deixa que prove da tua seiva vivificante

e, na dádiva do teu âmago genuino,

saiba concretizar a viagem sem regresso

ao lago do infinito,

onde mora a aurora boreal

do teu sorriso sem igual.

 

by Paulo César, em 04.AGO.2009, pelas 11h15

 


sinto-me: sei lá...

publicado por Paulo César às 11:49
link do post | comentar | Adicionar às escolhas

Fevereiro 2019
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28


Sobre mim
Pesquisar neste blog
 
Posts recentes

Quase sonho...

Dádiva

Arquivos
Palavras chave

25 abril(3)

alegria(5)

amizade(4)

amor(32)

Análise(3)

angustia(3)

asas(5)

busca(14)

desejo(5)

dor(4)

esperança(9)

eu(5)

futuro(6)

gratidão(10)

grito(5)

homem(4)

interrogação(4)

introspecção(8)

liberdade(11)

luta(3)

luz(4)

memória(7)

morte(5)

murmúrio(6)

natal(3)

natureza(4)

olhar(3)

paixão(7)

palavras(10)

passado(3)

paz(4)

poema(5)

poemas(35)

poesia(148)

saudade(17)

sentimentos(3)

silêncio(10)

sonho(21)

terra(4)

vida(5)

todas as tags

Ligações
Participar

Participe neste blog

blogs SAPO
subscrever feeds