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No Chão d'Água...

Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido? (Álvaro de Campos)

No Chão d'Água...

Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido? (Álvaro de Campos)

31.03.07

Perguntas sem resposta


Dono do mundo não sou dono de mim também não acaso sou dono das palavras que povoam o meu ser? Serei dono dos momentos em que deixo correr a vertigem e deposito na folha nua os sentimentos solúveis e tantos outros insolúveis que me invadem de rompante e se vêm sentar à soleira dos meus olhos prescrutando a vaguidão e os meus segredos mais secretos, mais guardados, aqueles que não ouso falar n (...)
31.03.07

Definição de dor...


Definitivamente a dor doi, moi, dilacera, esmaga, constrange, apoquenta. Definitivamente a dor avassala, trespassa, reduz, desanima, anula, trama. Definitivamente a dor é o busilis, a questão, o tema, o assunto, o motivo. Definitivamente a dor é... O quê? by Paulo César, em 31.Mar.2007, pelas 17h00
27.03.07

Desabafo...


Hoje apetece-me não escrever... Vou fazer de conta que o dia de hoje não aconteceu e olhar no espelho os meus olhos fundos, arregalados e emudecidos, quase atónitos, embriagados de perplexidade, e encolher os ombros com a indiferença velhaca de quem nada tem para dizer, e no entanto diz... Não! Definitivamente hoje foi um dia não. Um daqueles dias que vêm na volta da maré, no dorso das vagas, (...)
26.03.07

Talvez...


Talvez o amor seja um passo em falso, um tiro no escuro, o voo acrobático duma ave no azul turvo do céu, um barco ancorado num porto perdido, cuja rota leva a lado nenhum, um adeus de quem fica a olhar o horizonte, uma lágrima furtiva que se perde na dor rarefeita dum olhar translúcido. Talvez o amor seja a tua mão que se agita fazendo um aceno, um rio teimoso que corre ao encontro do mar revolto, (...)
13.03.07

Por acaso


Por um acaso fui longe no louco sonho do amor Por acaso dum acaso inventei a própria dor Por acaso descobri que sendo eu este que sou só por acaso vivi o que a memória guardou Foram por acaso cartas mil telefonemas, viagens, mil outros sonhos sonhados muitas esperas, miragens Do acaso fiz parceiro a quem tudo confiei entreguei-me verdadeiro do que restou já não sei Só por acaso aqui estou a (...)
11.03.07

Carta (em pezinhos de lã)


Sabes, hoje apetece-me dizer coisas sem nexo. Coisas que tu entendas e que eu não saiba como dizer, coisas simples, que se complicam na medida em que eu sou incapaz de dize-las de forma escorreita, simplesmente. Hoje apetece-me escrever uma carta, com palavras raras, quase preciosas, com consabidos sons que só tu percebas e saibas decifrar no silêncio da leitura, talvez sentado no sofá da sala, (...)
06.03.07

Quase sussurro...


À porta do amor perco a esperança... Deambulo sem destino como naufrago... Vou por onde me levam os sonhos idos, bandidos que assaltaram o meu ego! No chão frio espreguiço ideias vagas como vagas que rumorejam no lastro do areal, quando a maré se espraia até que o crepusculo chegue. Nos lábios sinto o doce que já foi... o coração estremece e não desiste... há no silêncio a voz do teu adeus (...)
25.02.07

Ganhos e perdas


O ganho de perder-te é saber que não te perco, porque perder-te é perder a memória, é esquecer o passado, é enterrar o que fomos um dia, uma hora, um minuto, o que tenha sido, fugaz e louco, ou simplesmente indizível. Perder-te significa perder-me, abalar de mim em busca de outro eu, outro ser, outro homem novo no velho que sou e tomar um rumo, um norte, um caminho impossível de cruzar-se (...)
17.02.07

Aos amigos


Não quero choros, nem ais, nada mais quero de vós do que um sorriso rasgado e um olhar cintilante onde a alegria impere quero ouvir as vossas vozes a contar mil coisas tontas daquelas que fizemos juntos quando a vida nos impelia à loucura de viver quero sentir que vos amais no amor que nos uniu na vontade que cingiu nossos seres de gente boa em busca do sonho novo que sempre acanlentámos mesmo (...)
17.02.07

Desejo de morte


Quando a morte vier que venha devagar, silenciosa, insinuante, na força duma bala, no gume duma faca, no nó duma corda, no estrondo de uma queda, numa sincope indolor, ou como quer que seja... Quando a morte vier que eu esteja preparado para a receber e com ela beber um copo, trocar uma conversa amena, dançar uma valsa lenta ou um tango fugaz. Quando a morte vier que seja dia, sol vivo e a pino, (...)