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No Chão d'Água...

Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido? (Álvaro de Campos)

No Chão d'Água...

Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido? (Álvaro de Campos)

25.04.10

...Terra da fraternidade...


 

“…Terra da fraternidade,

O Povo é quem mais ordena,

Dentro de ti, oh cidade…”

 

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Ainda os gestos

Ainda as gargantas e o grito

Ainda os sonhos e a certeza

Ainda a terra, o pão, a justiça

Ainda os olhos rasos de água

Ainda a alegria

 

Ainda as estrofes do hino que ficou

Que ficará

Ainda a convulsão e o desassombro

Que nos empurra

Ainda a maré cheia de gente

Num chão de luta

Ainda o futuro tão longe

E o passado tão denso

Ainda o presente sombrio

E um país por construir

 

Ainda a cor que inundou corações

E floresceu entre Abril e Maio

Ainda as vozes que cantaram

“Trova do vento que passa”

Ainda o punho ao alto

Ainda o coro das vozes unidas

“O povo unido jamais será vencido!”

A plantar esperança em janelas

Ao som duma alvorada irrepetível

Ainda nós, sempre nós,

E um cravo rubro a tingir

De comoção e felicidade

“Os filhos dos homens que não foram meninos”

 

Ainda Abril, em todos os dias do ano…

Ainda Maio, em todas as memórias da vida!

Para sempre, Viva!

“A Liberdade está a passar por aqui…”

 


by Paulo César, em 25.Abr.2010, pelas 16h00

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