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No Chão d'Água...

Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido? (Álvaro de Campos)

No Chão d'Água...

Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido? (Álvaro de Campos)

25.11.09

O novo pinheiro de Natal


 
E
se
o mar
revolto
se tornasse
no cadinho
onde o tempo
perpetuasse o infinito?


Plantaríamos fogos fátuos

nas montanhas lunares e nos

equinócios escreveríamos sinais

e com lumes acesos aqueceriamos

os silêncios e as solidões alheias e nuas

para que de cada nova noite se soltasse

um grito mais e tantos que o coro de todos eles

fosse a seara ondeante dum trigal de espigas loiras

sem ses
nem mas
nem talvez
nem nada
que não fosse
sorriso e luz
alegria e paz!


E ainda assim este poema tem a encimá-lo o se que tanto doi a quem só tem dores para desfiar à lareira dum fogo que não arde, porque a esperança está prestes a morrer no borralho da cinza quase extinta!


Apesar do pinheiro verde, cinzento é quase tudo o que à sua volta se move impaciente e impassível, no alheamento dum tempo frio onde os corpos gangrenados se escondem sob papelões velhos a mitigar o abandono dos simplesmente abandonados!

 

by Paulo César, em 24.Nov.2009, pelas 20h30

 

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