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No Chão d'Água...

Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido? (Álvaro de Campos)

No Chão d'Água...

Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido? (Álvaro de Campos)

14.01.07

Insónia




A coberto da noite

Planto sonhos
E quando o dia nasce
Colho os frutos
Proibidos
Da árvore da sabedoria.

O meu pecado original
Foi amar mais do que pode
A força humana
E fustigar a fome
Com beijos,
Com abraços,
Com carinhos
E silêncios nús,
Prenhes de encantamento.

Pendurei (penduro ainda)
Nas estrelas gritos mudos,
Chamamentos lancinantes,
Recados tresloucados
Como SOS de naufrago
Que vogam ausentes
No dorso das vagas,
Até que uma rede os recolha
Como peixes do espaço,
Mortos no maremoto da saudade!



De noite turvam-se-me os olhos
Ao olhar-te nos olhos
Com olhos de amar...
Jamais saberei de mim
Se não souber de ti
E se de ti não souber
Um pouco mais,
Meu amor!

by Paulo César, em 14.Jan.2007, às 00h15

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