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No Chão d'Água...

Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido? (Álvaro de Campos)

No Chão d'Água...

Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido? (Álvaro de Campos)

20.08.20

SONHO


Esta noite sonhei contigo! Um sonho solto, leve, natural, verdadeiro... Como se viesse do fundo da memória para recontarmos a nossa história por inteiro. Aninhados um no outro, num abraço que nos tornava unos, deixamos que o dia amanhecesse na nossa pele sedenta de toque e sem nada pedir ou cobrar cada um deu de si o melhor num deslumbramento de beijos, num emaranhado de carícias, numa chuva de olhares doces e febris que acenderam fogos nos precipícios e desencadearam tempestades nos (...)
17.02.19

Há quanto tempo?


Pergunto ao tempo se o tempo ainda tem tempo para mim e o tempo, sem argumento, diz que não e diz que sim.   Tempo, tempo... Quanto tempo me resta neste tempo  de vida em festa?   Não ouvi, nao escutei a resposta que me deu. Calou-se o tempo ou simplesmente morreu?   Haja tempo, sobre coragem, persevere quem o queira e, assim, desta maneira, há quanto tempo anda o tempo nesta louca viagem?   Em 17.Fev.2019
17.09.17

A morte verdadeira


Escrevo agora para que nunca se perca esta memória que se arrasta comigo: - o tempo escorre liquefeito, fechando portas libertando o perigo   que me há-de levar ao ponto sem retorno onde me entregarei vencido em abandono sem saber quem fui, quem sou ou serei, oh rei dum castelo, sem coroa, nem trono.    Se tanto ousar e a tanto me expuser, quero ser ainda imagem e textura do que a vida fez de mim e ate morrer que eu saiba ser "água mole em pedra dura..."   Depois... (...)
20.01.16

O NATAL POSSÍVEL


Não estavas, mas estiveste! Não falaste, nem riste, mas senti-te! O teu lugar ficou vazio e o teu prato não foi tocado sequer, mas o eco das tuas gargalhadas encheu aquele lugar do chão ao tecto e tudo o que não dissemos eu recordei, quando o ruído das vozes maquilhou de sorrisos aquele espaço sem tempo.   Não foi nada mais do que saudade! Não foi (...)
23.08.15

N A D A


  Meu sentimento é de nada! Nada... e nada acontece. E o nada, que o tudo traz, tira-lhe a esperança e a paz e em desespero fenece como lamparina sem luz, que a noite fria reduz a sombra negra, calada.   Meu sentimento é de nada! Nada mais, que tudo é nada!   Em 20.Ago.2015 PC  
02.01.14

Do alto da minha janela


  do alto da minha janela aberta à noite, ao luar e ao longe vejo o que vejo e o que almejo.   as casas caladas, que ficam do outro lado da rua, os carros, que correm atrás dos sonhos dos condutores acelerados, as árvores, nuas de ninhos e prenhes de pássaros imberbes, os cães vadios rosnando a fome junto aos caixotes do lixo, os gatos no cio miando desejos, com olhos de (...)