Terça-feira, 17 de Junho de 2014
A melhor maneira de amar, é amar


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publicado por Paulo César às 13:51
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2011
Epílogo

 


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publicado por Paulo César às 15:30
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Sábado, 6 de Março de 2010
No palco

 

Nos bastidores aquece-se a voz

buscando o tom certo para a prestação em vista

e os nervos crescem no suor frio

sentido nas mãos, que já não obedecem.

 

A plateia em frente murmura em silêncio

esperando que o pano suba logo após

as pancadas secas que anunciam,

próximo, o começo.

 

A banda sonora arranca em crescendo

e as luzes todas acendem o palco

escondendo o medo que o artista vence

com palavras ditas em estudadas poses.

 

Palmas libertam os fantasmas

que amotinados revoam na sala

assustando as sombras até ali caladas

por trás da cortina

e no fosso frio da orquestra muda.

 

Sobre o palco largo à boca de cena

um homem carrega o peso das palmas

que o fazem vergar o dorso dorido

para resignado sorrir e agradecer.

 

E quando a porta se fecha e as luzes se quebram

o palco adormece num sonho de mágoas

e as sombras caladas inventam gorjeios

de homens felizes que dizem poemas.

 

E em cada canto de todos os cantos

há cantos cantados por vozes de gente

que enganando a dor que deveras sente

lança vivos brados, tão fortes e tantos

 

que já ninguém ouve por julgarem insanos

os motivos e os medos que deles se soltam

graves e macilentas vozes que se revoltam

na paz podre dos dias no passar dos anos.

 

Ainda assim o palco assume o primado

e todos à uma, com vontade ou não,

tomam seu lugar e num dia marcado

vão dizer de si mesmos aquilo que são.

 

 

by Paulo César, em 06.Mar.2010, pelas 16h30

 


sinto-me: personagem no palco
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publicado por Paulo César às 16:15
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Segunda-feira, 2 de Novembro de 2009
Perdidamente perdida

 

Mas hoje nem riso, nem pranto

Que o dia é dia de Sol

Viver mais um dia, que espanto!

Sou feliz! No milheiral, girassol.

 

Excerto do poema “Não trago comigo não”, de Natália Nuno

 

 

De olhos no sol invento o futuro

que de longe me chama com sua voz mansa

e de quanto passou, luminoso ou escuro,

já só tenho a saudade, só me resta a lembrança!

 

Queria, ah como eu queria tanto,

ser pardal, andorinha, estorninho ou rola

para voar e voar, e não temer parecer tola...

Mas hoje, agora, nem riso, nem pranto!

 

Vou teimosamente e em contradição

afirmando ser o que nego ser,

sabendo que sou assim, ou talvez não,

destemida no medo de me achar ou perder.

 

Saio para o mundo e grito calada

em palavras sedentas, que são isco e anzol,

e tudo o que grito é tanto e quase nada...

Que este dia de hoje é dia de Sol!

 

Continuo viva desta vida que faz

mais curto o tempo que ainda me resta

mas, por ser assim dual, sou incapaz

de negar a saudade e recusar a festa!

 

Já quase descreio da fé que acalento

e tomo o silêncio, denso, como manto,

a desejar o rumor que é meu alimento...

Para viver mais um dia, que espanto!

 

Ser poeta é ser assim? É ser doutro modo?

É sentir a dor que ainda não chegou

pressentindo a parte e vivendo o todo?

Ou será esquecer tudo o que passou

 

para morrer na clausura do próprio ego

inventando a ternura e a paz, como farol,

que lançamos ao mundo de modo cego?

Sou feliz! No milheiral sou girassol.

 

by Paulo César, em 02.Nov.2009, pelas 18h45

Para a Natália, com amizade e carinho.

 


sinto-me: estouvado
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publicado por Paulo César às 19:17
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Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009
Monólogo comigo mesmo


Tenho-te no pranto

dos meus olhos-mar,

na solidão serena

das minhas mãos-âncora,

na luz rebelde, quente,

dos meus olhos-sol,

na loucura toda

do meu corpo-chão

 

e o quase nada que sei

de ti

aprendi nos trilhos amargos

dos dias breves,

na insolência repetida

das questões por responder,

no refúgio escancarado

das palavras que semeio,

a tentar, a repetir, a insistir

na sementeira do amor.

 

E o que não conseguir

deixarei ainda

no rasto indelével dos meus passos

perdidos

para que alguém o tome

nos braços nus

e, hasteando, na incongruência da dor,

o pendão das descobertas,

saiba alcançar os lugares onde sonhei ir,

para partir de novo e sempre

na busca de si mesmo

entre a multidão de tantos.

 

Bate coração!

E mesmo no último momento

grita,

pois (tu sabes) a morte é o lado nocturno

da vida!

 

E o temor não é razão

para recusar a teimosia

do passo seguinte!

 

 

by Paulo César, em 05.Out.2009, pelas 15h30


sinto-me:
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publicado por Paulo César às 15:54
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