Domingo, 23 de Agosto de 2015
N A D A

 

Meu sentimento é de nada!

Nada... e nada acontece.

E o nada, que o tudo traz,

tira-lhe a esperança e a paz

e em desespero fenece

como lamparina sem luz,

que a noite fria reduz

a sombra negra, calada.

 

Meu sentimento é de nada!

Nada mais, que tudo é nada!

 

Em 20.Ago.2015

PC

 


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publicado por Paulo César às 17:37
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Domingo, 5 de Dezembro de 2010
Demencial

Tela da autoria de "Kandinski" (Imagem obtida na net)

 

Não te sei e canso de indagar…

Rasgo o véu e alcanço o devir

numa quietude doentia

a que me agarro na queda!


Destruo a inércia e assumo

que nada posso…

Esvazio o que farei ainda,

para sucumbir antes de ser

a folha amarelecida que cairá sofrida

no esquecimento chão!


Morro na ausência do ser

outro ou nada!

Nego linhas, augúrios e presságios

que se erguem do caos

erigindo amnésias

e submundos…


Tudo é tão cru de sons

que resvala para o insípido,

como se apenas restasse todo o tempo

na forma de um memorial!

O infinito toca-me

como se fora uma super nova!


by PC, em 23.Nov.2010


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publicado por Paulo César às 04:42
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Terça-feira, 31 de Março de 2009
Elegia para um quase sonho

 

Quase te amo ainda

Ó etérea figura,

Sombra vagarosa

Rumo ao cadafalso

Da paixão pusilânime;

Veemência que esmorece

No sonho impossível,

Na gigantesca miragem

Que me atira para o nunca!

 

Opacas as transparências

Ditam verdadeiras mentiras

E, na estridência da solidão

Medonha, vogam sonâmbulas

Palavras que perderam o fulgor,

Como se "nós" fosse um vocábulo

Anódino e estéril!

 

Já não há estrelas tardias

Nas noites de insónia!

Perdeu-se o destemor na orla

Dos anos! (Como o tempo é carrasco!)

Dos passos perdidos, em deambulações

codificadas, resta a memória!

E dos beijos, dos abraços, dos corpos

Febris, na voragem do climax,

Sobrou a sombra esbatida

Adornando os segredos indeléveis!

 

Clara é a centelha que se funde

Na viva saudade incrustada em nós!

E "nós" é ainda o vocábulo que caiu em desgraça

E nunca foi!

 

Mesmo quando o amanhã ainda se pressentia

Futuro!

 

by Paulo César, em 30:Mr.2009, pelas 21h00


sinto-me:
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publicado por Paulo César às 19:40
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