Domingo, 23 de Agosto de 2015
N A D A

 

Meu sentimento é de nada!

Nada... e nada acontece.

E o nada, que o tudo traz,

tira-lhe a esperança e a paz

e em desespero fenece

como lamparina sem luz,

que a noite fria reduz

a sombra negra, calada.

 

Meu sentimento é de nada!

Nada mais, que tudo é nada!

 

Em 20.Ago.2015

PC

 


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publicado por Paulo César às 17:37
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Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010
Nu e só


Faltas-me tu

e sinto este nó

vazio de estar nu

ausente de estar só


teu olhar eu procuro

na ausência feroz...

esbarro no eco duro

que ficou da tua voz


tua mão dizendo adeus

teu corpo todo tremendo

e um beijo solto nos céus

que solto se foi perdendo


aquela lágrima bravia

a cavar a tua face

e eu calando a agonia

na sombra do desenlace


estou tão só

calado e nu

a remoer a saudade


daninho o medo o dó

grita teu nome mas tu

estás lá longe e na verdade


não ouves meu grito mudo

não escutas este meu brado

que de tão forte e agudo

é como um gume afiado


sei agora em desespero

o quanto valor escondes

mas se te chamo, se te quero

porque não me respondes?


que promessas te farei?

que  compromissos jurar?

muito deste, pouco dei,

será que tenho ainda para dar?


talvez devesse assumir

uma decisão apenas:

amar-te sem discutir

coisas vãs, vagas, pequenas!


estou só

faltas-me tu

sinto dó

acho-me nu.


PS: Recupera rápido! Eu estarei aqui!

 

by Pau César, em 20.Jan.2010, pelas 11h30


sinto-me: solitário e ingrato
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publicado por Paulo César às 11:31
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Terça-feira, 28 de Julho de 2009
A outra face

 

Fustigo com beijos

as lágrimas que escorrem

pelas tuas faces

desérticas

e semeio um sorriso

na sombra das rugas

que irrompem do chão

do teu rosto.

 

Enlaço-te num abraço

e com a força de um déspota

subtraio do teu ser

a moldura da solidão

tenebrosa

que te agasalha.

 

E quando fico só

enfrento a planura do espelho

e vejo reflectida a sombra

do que sou...

E já não sobram beijos que me lavem o rosto,

nem sorrisos que aplanem minhas rugas,

ou abraços que removam a solidão

abrupta que o silêncio carrega.

 

Resta-me a luz fugaz do teu olhar

distante, como labareda

que alastra da lareira do coração

onde me aconchego e adormeço

bêbado de paixão

a espadeirar fantasias

homéricas.

 

by Paulo César, em 27.Jul.2009, pelas 23h00


sinto-me: solidário
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publicado por Paulo César às 09:12
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