Quinta-feira, 21 de Julho de 2011
Veneração

 

Não me digas já o que só espero saber

Amanhã, ou depois, ou noutro dia qualquer!

Não gastes as palavras…

Aninha-te no colo do silêncio quebradiço,

Se meus braços forem incapazes de te abraçar!

Olha-me nos olhos e sente que deles terás

A veneração daqueles que se querem bem

E apenas são capazes de ensaiar em sonhos

O que a realidade oculta ou impossibilita!

 

 

Em 18.fev.2011, pelas 23h00

PC


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publicado por Paulo César às 22:31
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Sábado, 22 de Janeiro de 2011
Deixa-me só...

 

Deixa-me só...

 

Não atormentes o meu silêncio

com palavras inúteis

ou um sorriso macilento

que traga consigo o odor

a bafio

e uma quase aspereza

com sabor a castigo

sem perdão!

 

Deixa que me embale no abandono

duma viagem sem destino

como se buscasse a pedra filosofal

ou o elixir da eterna juventude

ainda que as lágrimas

caiam no âmago do mesmo silêncio

bruto

e doam como punhais

tragando a carne em agonia!

 

Deixa-me só...

A guardar os caminhos sem regresso

e a tornar vivas as imagens

perdidas

do tempo da inocência!

 

 

by PC, em 20.Mai.2010, pelas 20h00


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publicado por Paulo César às 15:39
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Segunda-feira, 13 de Dezembro de 2010
Versejando - Texto III

 

Mais que o beijo

O desejo…

A pele unida, colada,

O sangue quente…

Olhos que se olham

E vêem para além da íris

A febre,

Para além da pele

O sexo,

Para além de nós

O amor!

 

Mais que o desejo,

O silêncio que vem

Depois!

 

by PC, em 08.Set.2010


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publicado por Paulo César às 10:35
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Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010
Erupções do Silêncio - Texto I


Esmaga-me o silêncio

A intrepidez e a alma

E por dentro as veias

E os poros

Morrem

Sob o luar cru,

Antes que nasça a aurora!

 

29.set.2010


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publicado por Paulo César às 01:46
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Quinta-feira, 20 de Maio de 2010
Deixa-me só...

 

Deixa-me só...

 

Não atormentes o meu silêncio

com palavras inúteis

ou um sorriso macilento

que traga consigo o odor

a bafio

e uma quase aspereza

com sabor a castigo

sem perdão!

 

Deixa que me embale no abandono

duma viagem sem destino

como se buscasse a pedra filosofal

ou o elixir da eterna juventude

ainda que as lágrimas

caiam no âmago do mesmo silêncio

bruto

e doam como punhais

tragando a carne em agonia!

 

Deixa-me só...

A guardar os caminhos sem regresso

e a tornar vivas as imagens

perdidas

do tempo da inocência!

 

 

by Paulo César, em 20.Mai.2010, pelas 20h00


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publicado por Paulo César às 20:04
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Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009
Silêncio quebrado

 

Se todo o silêncio se quebrar

em pedaços miudos

indefinidos

incapazes de retomarem a forma

anterior...

 

É porque terá morrido um poeta

num lugar inóspito da Via Láctea,

à beira dum precipicio de sonhos

incontroláveis,

ao rés da maré cheia dum mar

sem nome,

no cume duma montanha

amante da lua nova,

num canto solitário e estridente,

onde as palavras sonoras

se espraiavam por si mesmas

em danças de rimas que não eram,

enquanto a noite inundava

as casas espantando o sono

de todos os loucos!

 

Morto o Poeta,

Viva o Poeta!

 

Que todas as palavras poema

são dignas das condolências

do silêncio quebrado!

 

by Paulo César, em 17Dez.2009, pelas 21h15

 


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publicado por Paulo César às 21:21
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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
Tu e eu, somos nós

 

No silêncio dorido,

da separação impossível...

Na distância breve,

do “adeus, até logo”...

No murmúrio vagaroso,

dos afectos sublimados...

No olhar adormecido,

com que fitamos distâncias...

Na mão transpirada,

com que lançamos beijos...

Nas palavras bravias,

com que defendemos ideias...

Na sombra inquieta,

que nos segue impiedosa...

Nas certezas infantis,

a quem damos colo...

No templo do amor,

onde nos tornamos loucos...

No tempo das quimeras,

onde construimos

e concretizámos

sonhos:

Tu e eu, somos nós!

 

by Paulo César, em 28.Set.2009, pelas 13h25

 


sinto-me: enfeitiçado
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publicado por Paulo César às 13:49
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Terça-feira, 15 de Setembro de 2009
Balada para o silêncio todo

Sento-me!

Tomo para mim

o silêncio todo,

aquele que se desprende

das palavras que tento dizer

e subtraio aos poemas

a aguardar outras rimas,

outras ressonâncias.

 

Sorvo-o e com ele

alimento o humus

sanguineo,

no tic-tac compassado

e compassivo

da respiração controlada,

enquanto olho o nó górdio

da minha inquietação

vagarosa.

 
Distendo-me,

abandonado e incoerente,

no sopé da teimosia,

espelhando nas sombras,

que me perseguem,

a dicotomia dum ser

surreal

de tão palpável.

 

Onde vou

levo-o

(e ainda que o não levasse

ele iria por si mesmo)

e com ele estabeleço

acordos e disputas,

risos e lágrimas

nos unem

e por vezes unificam,

e um sentimento

de amor-ódio nos irmana

até nos dilacerar.

 

Quando me regozijo,

ele acicata-me!

Quando me penitencio,

ele toma o peso e alivia

a pena!

Quando me abandono

e procuro o degredo

e a perdição

do regresso às origens,

ele abre as janelas

e ilumina todo o espaço

para que não desista de nada!

 

Quando nada me resta

para além de mim mesmo,

ele surge do imponderável vazio,

assenta arraiais

e fica por aí

deambulando sem destino

a tornar imenso o tempo

e reconfortante o espaço!

 

E é em silêncio que o tomo

como confidente,

falando-lhe, por sinais,

o dialecto da comoção

e do encantamento!

 

by Paulo César, em 14.Set.09, pelas 23h00

 


sinto-me: calmo
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publicado por Paulo César às 08:39
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Sábado, 21 de Março de 2009
Rumor do silêncio

 

 

Banho-me no silêncio do teu olhar

Entre a distância do desejo

E a sofreguidão da pele latejante

Antevendo o momento

E sentindo a angústia

Do tempo que se escoa lento.

 

Do arquivo da memória

Surgem imagens peregrinas

Que desfilam em catadupa

Até se tornarem vivas

No peito que as sente

E no olhar que as vislumbra.

 

Só de ti nada sei!

Nem o onde, o como, ou o porquê...

E o que me resta obriga-me

À espera

Mirrando, calado, da saudade

Que já não sei esconder.

 

by Paulo César, em 17.Mar.2009, pelas 20h00


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publicado por Paulo César às 11:50
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Sexta-feira, 20 de Junho de 2008
Àparte o silêncio

 

Àparte o silêncio

os teus lábios sabem-me a mel

e nunca sei o passo seguinte.

 

Embrenho-me na timidez

de amar-te até à exaustão

e adormeço virado para o sonho

como se fora madrugada

o dia todo

e todo o dia fosse

a noite em que o amor

florescesse

girassol bravio

em busca da luz

que se escapa na vertigem

dos momentos vividos

passados...

 

Só então me pergunto:

Que sei eu de amar-te?

 

by Paulo César, em 20.Junho.2008, pelas 18h15


sinto-me: alegre
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publicado por Paulo César às 18:14
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