Domingo, 1 de Setembro de 2013
As minhas asas

 

 

Paulo César

14.ago.2013


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publicado por Paulo César às 22:17
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Sexta-feira, 3 de Dezembro de 2010
Po.Ética - Segundo

 

Que sensações sentirão as andorinhas

Quando voam rasando a terra em acrobacias de risco e vertigem?

 

Que sentirão as gaivotas quando caiem ferozes

Sobre a presa e tocam as ondas em giros de carrossel?

 

Que prazer, que odor, que gozo subirá da terra

Quando uma ave qualquer abre as asas

E se espraia pairando nas alturas,

Admirando os rios, os bosques, os caminhos

E os seres superiores que caminham nos seus passinhos

À procura do futuro?

 

Há-de ser fabulosa a excitação

De ter umas asas e subir ao céu

E de lá gritar à multidão:

- Aqui estou eu…

 

Depois olhar ao redor e sentir:

- O mundo é meu!

 

Em 17.Mar.1983

PC


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publicado por Paulo César às 22:20
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Sexta-feira, 17 de Setembro de 2010
Asas que tive

 

 

As asas que eu tive,

perdi,

morri

nelas e por elas

desci aos infernos,

subi

às estrelas,

cresci

por tê-las,

senti-las, vivê-las,

e por fim

perdê-las!

 

Que é feito delas?

Eram tão belas,

as asas que me içavam

até ao infinito?!

 

by PC, em 17.Set.2010, pelas 16h00


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publicado por Paulo César às 16:07
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Sábado, 10 de Abril de 2010
Dores e poesia

 

Duro planar de asas vencidas

lodo que trava meus braços de mar

gotejam meus olhos o pranto das fontes

e ao sol pôr dos dias acordo a revolta

 

Velhos entregues a cartas marcadas

num jogo de sombras em bancos sem alma

acordam memórias com sabor a fel

de vidas vergadas às ordens sem lei

 

Já não tenho cantigas nem sonho futuros

e a cadência dos passos já não é igual,

as horas são feias, incertas e colossal

é o desalento da gente a buscar seu rumo

 

De marés e mares faço quadros, pinto,

como se pintasse teus braços e beijos

e subo por ti, trepando aos sorrisos

que rasgam a couraça das palavras dor

 

Mourejam ainda calejadas mãos

a côdea de pão que lhes dome a ira

e à sombra dos ramos do farto abandono

reune-se o coro das almas sem dono

 

Livres, desvalidas, sósias do descrer

com asas nas mãos a fingir gaivotas

e olhos tão grandes que parecem ser

o farol do bugio escondendo as rotas

 

que levem pela estrada do mar mais além

às terras da glória e também da poesia

que o homem é senhor de si e ninguém

há-de sonegar-lhe a palavra com que faz magia.

 

 

Em 11.Abr.2010, pelas 23h00 - PC


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publicado por Paulo César às 22:38
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Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2006
Onde estão as minhas asas?
 
Onde estão as minhas asas
Asas de voar ao céu
De subir por sobre as casas
De tornar o mundo meu?
 
De aventureiro ir
Por sobre as ondas do mar
De subir, subir, subir…
E de desejar não voltar?
 
De por sobre a terra calma
Deambular em giraldinas
E encher o corpo e a alma
Desses campos de boninas?
 
De descer descontrolado
Entregando a vida à sorte
E por milagre sagrado
Sobreviver à negra morte?
 
Onde estão as minhas asas
Asas que o sonho me deu
E que usei vezes sem conta
Para fugir do mundo breu?
 
Oh asas que tanto bati,
Nesse bater sem parança,
Que é de vós, que vos perdi
Quando perdi a esperança?
 
Que é delas, asas de mim,
Que me levavam além
E me tornavam sem fim
Um homem, quas’anjo também.
 
Perdido neste abandono,
As asas já não sinto agora;
Caíram… Como folhas no Outono
O vento as levou embora.
  
Onde estão as minhas asas
Asas que o sonho me deu
Para voar sobre as casas
E com elas subir ao céu?
 
Perdi-as num dia louco
Quando a noite se insinuava
E a lua nova, pouco a pouco,
Sua auréola mostrava.
 
Perdendo as asas morri...
Morri por dentro no sonho
E quanto com elas vivi
É nos meus versos que ponho.
 
E digo adeus num aceno
Humano assim aos mais igual,
Que a vida é um veneno
Silencioso, pérfido, especial.
 
 
 O prometido é devido... Este é para ti, Anabela!
26.Nov.2006 – 00h30

sinto-me: fixe
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publicado por Paulo César às 05:12
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