Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2016
O NATAL POSSÍVEL

AbraçArvore.jpg

Não estavas, mas estiveste!

Não falaste, nem riste, mas senti-te!

O teu lugar ficou vazio

e o teu prato não foi tocado sequer,

mas o eco das tuas gargalhadas

encheu aquele lugar do chão ao tecto

e tudo o que não dissemos

eu recordei,

quando o ruído das vozes maquilhou de sorrisos

aquele espaço sem tempo.

 

Não foi nada mais do que saudade!

Não foi senão um desejo profundo

de te saber ali,

ainda que nada o fizesse notar.

 

Não choremos agora, que a vida tem outra intensidade

e outra luz e mais fulgor a eternidade!

Quem permanece no coração

faz acontecer Natal todos os dias,

ainda que os dias sejam de distância e solidão!

 

Inclino-me e sinto-me feliz!

Nada te afasta, quando tu permaneces!

 

Em 25.Dez.2015

PC



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Terça-feira, 17 de Junho de 2014
A melhor maneira de amar, é amar


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Quarta-feira, 5 de Fevereiro de 2014
Amor platónico


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publicado por Paulo César às 21:36
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Quinta-feira, 26 de Setembro de 2013
Só por amor

 

 

PC - 02.Mai.2013


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publicado por Paulo César às 16:51
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Domingo, 1 de Setembro de 2013
As minhas asas

 

 

Paulo César

14.ago.2013


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publicado por Paulo César às 22:17
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Terça-feira, 6 de Novembro de 2012
Talvez...

 

Talvez se resolva por si, este vazio que sinto...

Talvez aconteça um milagre, que me liberte da presunção de ser

um naufrago que se agita e causa ansiedade a quem me avista...

Talvez ainda haja um paredão onde me possa sentar a ver o pôr-do-sol...

Talvez a encosta que nunca desci, do lado de lá do monte, seja mais verde

do que aquela que trepo todos os dias, do lado de cá da vida...

Talvez se venda em pacotinhos de papel perfumado, o amor que sinto por ti...

Talvez exista um sino perdido numa torre de igreja, sem altar nem deus,

onde eu possa repicar a notícia da minha morte...

Talvez eu acorde alguém adormecido para chorar por mim

e levar-me flores brancas, como branco foi o meu encantamento lapidar...

Talvez eu possa passar incólume por entre a multidão...

Talvez aconteça perder-me para enfim me encontrar

e, se assim for, que eu seja feliz ao menos uma vez!

Talvez... A loucura sempre! Talvez!


Em 06.nov.2012

PC


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publicado por Paulo César às 02:03
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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011
Declaração de amor (I)

 

Fonte: Google

 

 

Não sobrou nenhuma palavra

Depois que disse: amo-te!

Nem nenhuma pomba branca veio

Arrulhar um segredo

Que descosesse o meu silêncio;

Nem uma nuvem de algodão quis

Aferrolhar o sol só para si;

Nem um sopro de aragem levou para longe

Aquela memória feita de gomos de saudade

E algumas migalhas de solidão.

 

Depois que olhei de frente o sol

No final do dia

A noite veio despudoradamente deitar-se comigo

Numa cama vazia de encantamento

E fez com que não dormisse nem sonhasse.

 

Simplesmente porque a insónia se arrogou

O direito de me infernizar o sono!

 

E o amor que eu ainda sinto

Não é coisa que se partilhe em concubinagem

Com ninguém,

Especialmente se a noite for o lado da chaga

Que ainda não cicatrizou!

 

 

Em 17.Set.2011, pelas 08h15

PC


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publicado por Paulo César às 17:44
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Segunda-feira, 1 de Agosto de 2011
Carta a meu pai...

Pai e filho (fonte: Google)

 

Ontem, tinhas o olhar de ver muito além

E levavas pela mão este, que era quase ninguém;

Sorrias o teu sorriso de encantar

E achavas estórias de sonho na chuva e no luar;

Pintavas de sonoros azuis e verdes o amanhã

E nada retardava a passada desse teu afã;

Tomavas as dores como um alento ou elixir

E dizias, por gestos únicos, o amanhã, o porvir!

 

Ontem, havia pirilampos num arrebol de alfazemas,

Nas noites quentes dum estio de cansaço e dilemas;

Rios de suor e esperança a inundar as Ave-Marias

E um quase sussurro erguia-se das entranhas dos dias;

Ainda que desmaiasse o querer, logo o dever mandava

Que descosesses a sorte e, a sina mudava,

Ao mando das mãos e do teu corpo enxuto,

Que se firmava na honra do ser impoluto!

 

Ontem, nas horas amargas, sobrava o futuro

E um sonho crescia a par de ti, esforçado e puro,

Dando cor às cores dos campos sóbrios, floridos,

Desses tempos mornos e lentos, intensos, mas idos!

 

Hoje, o olhar esmaeceu, como se a aurora nublada

Trouxesse consigo o tantã dos dias e de rajada

Tudo fosse apenas pouco, ou quase nada…

Hoje o tempo cavou sulcos no teu rosto cru

E deixou que a alma esmorecesse e mostrasse, nu,

O ser que guardavas na concha da vida: tu!

Hoje, os dias esgotam-se no lento fugir das horas

Sem luares de riso, nem chiadoiro de alcatruzes nas noras!

 

Hoje, sei, pastoreias a memória e guardas, no cós

Das desventuras, um diário feito de cicatrizes e nós

Que denunciam o medo, a dúvida e a saudade atroz.

E o silêncio, que fala e gesticula e grita, quando te calas,

Diz mais do que queres dizer e, quando falas,

As palavras saem a meia voz, ecoando pardas e ralas!

Hoje, a luz que se projeta em ti, faz-te, ainda mais,

O homem que se fez homem no labor cativo dos ais!

 

Hoje, o sol e a lua nascem e morrem sem qualquer clamor

E as estações do ano chegam anónimas e partem sem fulgor!

E se, nas copas exaustas, o vento dá e amedronta o passaredo

Não é por ele que chega o futuro, que ainda é segredo!

 

Amanhã… Que notícia trará o tempo que há-de vir

E que estrondo de trovão rasgará o silêncio fazendo ruir

A certeza de que nunca te perderei e te perderás?

 

Amanhã, depois que descer o agora e depuser, em paz,

O seu cetro real, que ainda empunhas, que restará,

Que não seja a alegria, a honra, a gratidão e o amor, papá?

 

Ontem, hoje e amanhã… enfim!

Sempre seremos um só…

Carne da carne, pó do pó...

Eu de ti; tu de mim!

 

 

Em 01.Ago.2011, pelas 08h00

PC


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publicado por Paulo César às 17:37
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2011
Modesta definição de amor

 

Não podem as bombas apagar

A beleza que irradia da alma

Quando aos olhos se alevantam

As boninas e no claro silêncio das pradarias

Uma ave voa a traçar fios de luz

No lençol imenso do horizonte.

 

Amor é…

Querer mais que se querer

E, por bem-querer, içar voo

Para atingir as lonjuras do ser

A aura do amanhecer

O fôlego intacto das hordas que se ofertam

Em gestos de magnanimidade

Sem preço, nem quinhão.

 

Amor é…

Entregar-se na intocada maravilha

Da descoberta daquele que nos olha

E trás no fundo infindo do olhar

O grito calado de quem pede sem pedir

Tudo o que não se acha ou compra

Nos mercados, nas lojas ou nos botequins

E apenas flui dos anjos querubins!

 

Amor é…

Estar assim liberto da lei da gravidade

Que subjuga e nos impele a ser outros

Até nos espelhos onde nos achamos nus

E onde buscamos encontrar a maciez maquilhada

Da fronte como retábulo de artista intemporal

Que reproduz em lavores de magia

Os raios que acendem a luz além da luz!

 

Nem o toque marcial dum sino louco,

Nem o trepidar ululante duma arma cretina,

Nem o urro vingativo duma voz demoníaca,

Nem as enxurradas prenhes de rancor

Farão recuar a verdade profunda

Nascida da indefinível força do espírito.

Esse, ainda que impalpável, é o amor!

 

O amor é…

Nada mais se lhe pode ajuntar

Para o definir ou justificar!

Dizer mais é dizer nada!

 

 

Em 28.abr.2011, pelas 15h00

PC


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publicado por Paulo César às 15:27
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Segunda-feira, 13 de Setembro de 2010
Versejando - Texto II

 

Por amor te matarei…
Morrerei por amor?
O desassossego me fere e mata,
O desespero me cega e dói!

Quem disse – quem foi?
Que, imolado pela dor,
Se ganha o céu?

 

by PC, em 08.Set.2010


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publicado por Paulo César às 12:18
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