Segunda-feira, 1 de Março de 2010
'Tou voltando...


Não sei se sentiram a minha falta...

Talvez não!

Será muita presunção, pensar que sim?


Tudo bem...

Mas estou de regresso ao meu cantinho... depois de um período sabático, em que aprendi a ver mais claro a claridade das coisas cinzentas que andam por aí, com ares de gente bem...


Filho pródigo... Ah, como é bom voltar ao lar!!!


PC


sinto-me: leve e feliz
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publicado por Paulo César às 11:13
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Quinta-feira, 18 de Junho de 2009
Imortalidade

 

Para sempre…
Como se fossemos imortais!
 
Para sempre…
Como se fossemos únicos!
 
Para sempre…
Como se amanhã fosse o começo!
 
Para sempre…
Eternamente para sempre
Nas asas do vento,
Na força das ondas,
Na doçura contagiante do astro rei,
Na intrepidez volátil do luar,
No remanso das noites frias,
No fragor inusitado das auroras,
No sussurrar felino da chuva nas vidraças…
 
Para sempre…
Eu e tu… Nós…
Os dois num só,
Na busca do perfeito
Ser
Do perpétuo cadinho
Que nos torne
Definitivamente
Unos
Ainda que loucos.

  

by Paulo César, em 18.Jun.2009, pelas 18h00


sinto-me: radiante

publicado por Paulo César às 18:06
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Domingo, 11 de Novembro de 2007
M Ã E



Nos olhos o amor,
Nas mãos o silêncio,
Algures um sorriso
Que sabe a saudade
E por dentro do peito,
Veloz como o vento,
Um canto da terra
Ou o toque dum sino!


 
Um aviso certeiro,
Um afago sem mão,
Um beijo que cala
A dor e a angústia
E no passar do tempo
A agreste certeza
Do carinho sem fim
Que só em ti se encerra!
 

 
Das horas caladas
Não sei o tamanho,
Mas sei que jamais
Esquecerei o teu colo!
E a côdea de pão
Há-de saber-me a mel
Ao lembrar teu rosto
De encanto e ternura!


Homenagem à mulher, de cujo ventre nasci homem... A ti, MÃE!

by Paulo César, em 01.Nov.2007

sinto-me: filialmente grato
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publicado por Paulo César às 21:45
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Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007
Poema para uma princesa

 


 

Fundos teus olhos choram
A dor duma perda
Inesperada...
 
Angustiada tua alma
Clama por justiça
Adiada...
 
Tuas mãos tremem
No abandono frio das noites
Na claridade abismal dos dias
Na ausência feroz das horas
Na sincopada cadência dos minutos
Que se esfumam
Enquanto as entranhas do teu ser
Se revolvem incapazes dum grito
Que fosse guilhotina ou seta
Capaz de trespassar a indiferença
De quantos rodopiam
Como borboletas zonzas em noites de luar
À luz fosca dos candeeiros das ruas
Desertas.
 
Teu corpo vai como autómato
E a tua mente ferve numa vingança
Que dói, num aniquilamento que corrói,
Numa vontade de instilar mais dor
Na dor que sente, que irrompe dos poros,
Que alastra sem aviso ou medo
E inunda os cantos todos das ideias,
Os tempos todos do dia, os momentos
Mais íntimos e mais secretos.
 
Nuvens negras pairam no ar carregado
Onde um odor estranho sabe bem
E uma luz sombria embriaga,
Levando a vontade à submissão.
 
Já nada pode mais que estar ausente,
Que estar além,
Que sentir-se só, e isolado numa solidão
De mudez e abandono.
 
Já nada pode mais do que ser
Um grão de pó que ninguém veja,
Mas todos pisem...
 
Já nada pode tanto que valha a pena
Continuar...
 
E ainda assim, vale a pena...
Porque a alma não é pequena!
 
26.10.07 - 16H00

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publicado por Paulo César às 16:53
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Segunda-feira, 2 de Abril de 2007
Odor a mar, sabor a sal...
Deixei-me adormecer!

Ó areias da praia deserta
que farei com este corpo ausente?



O mar veio beijar-me os pés nus...
Uma nuvem de gaivotas sobrevoou,
gritando, a minha ausência adormecida.
Não despertei!
Sonhava com um adamastor
perfilado na escarpa,
hirsuto gentio cuja voz reverbera
nos confins do meu sono desbragado,
ainda.

O sol apressou-se no seu ocaso,
deixou-me silenciosamente só
no dorso frio do areal adormecido,
como um naufrago da maré vasa.



A aragem soprou mais áspera!
As gaivotas, em bando, retornaram
à origem, apontando a sul.
O meu corpo ausente despertou
para a noite nascitura.

Naquele dia eu soube o odor cru a mar
e o sabor acre a sal
da maresia da beira praia.
A lua veio prenhe de luz
e empoleirou-se no lugar do adamastor
mais acima, um pouco mais,
no cocuruto do penhasco.

Meus passos foram além,
muito além de mim,
por caminhos ínvios,
por carreiros abruptos,
por estradas sem destino.

Nesse dia, que a noite abraçou,
eu vivi sem pressa...
até que adormeci de novo,
num lastro de lençóis lavados
com sonhos por realizar.

by Paulo César, em 02.Abr.2007, pelas 19h4
0

sinto-me: estranhamente remoçado
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publicado por Paulo César às 19:33
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