Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2006
Onde estão as minhas asas?
 
Onde estão as minhas asas
Asas de voar ao céu
De subir por sobre as casas
De tornar o mundo meu?
 
De aventureiro ir
Por sobre as ondas do mar
De subir, subir, subir…
E de desejar não voltar?
 
De por sobre a terra calma
Deambular em giraldinas
E encher o corpo e a alma
Desses campos de boninas?
 
De descer descontrolado
Entregando a vida à sorte
E por milagre sagrado
Sobreviver à negra morte?
 
Onde estão as minhas asas
Asas que o sonho me deu
E que usei vezes sem conta
Para fugir do mundo breu?
 
Oh asas que tanto bati,
Nesse bater sem parança,
Que é de vós, que vos perdi
Quando perdi a esperança?
 
Que é delas, asas de mim,
Que me levavam além
E me tornavam sem fim
Um homem, quas’anjo também.
 
Perdido neste abandono,
As asas já não sinto agora;
Caíram… Como folhas no Outono
O vento as levou embora.
  
Onde estão as minhas asas
Asas que o sonho me deu
Para voar sobre as casas
E com elas subir ao céu?
 
Perdi-as num dia louco
Quando a noite se insinuava
E a lua nova, pouco a pouco,
Sua auréola mostrava.
 
Perdendo as asas morri...
Morri por dentro no sonho
E quanto com elas vivi
É nos meus versos que ponho.
 
E digo adeus num aceno
Humano assim aos mais igual,
Que a vida é um veneno
Silencioso, pérfido, especial.
 
 
 O prometido é devido... Este é para ti, Anabela!
26.Nov.2006 – 00h30

sinto-me: fixe
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publicado por Paulo César às 05:12
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4 comentários:
De poesianunorita a 7 de Março de 2007 às 12:28
Perdemos as nossas asas de anjo no dia em que nascemos e deixamos a inocência do utero.
Passamos a vida em busca dessas asas que perdemos.
Cada um procura à sua maneira, a poesia é a nossa maneira de procurar.
Um abraço.


De poesianunorita a 7 de Março de 2007 às 12:29
Perdemos as nossas asas de anjo no dia em que nascemos e deixamos a inocência do utero.
Passamos a vida em busca dessas asas que perdemos.
Cada um procura à sua maneira, a poesia é a nossa maneira de procurar.
Um abraço.


De poesianunorita a 7 de Março de 2007 às 12:30
Perdemos as nossas asas de anjo no dia em que nascemos e deixamos a inocência do utero.
Passamos a vida em busca dessas asas que perdemos.
Cada um procura à sua maneira, a poesia é a nossa maneira de procurar.
Um abraço.


De poesianunorita a 7 de Março de 2007 às 12:32
Desculpa ter colocado 3 vezes o mesmo comentário mas tive problemas na colocação e ntão repeti.
um abraço


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