Segunda-feira, 16 de Outubro de 2006
Hoje o tempo pesa mais...

 

Hoje o tempo pesa mais...



Magma de coisa nenhuma,
Denso de memórias e saudade.
Prenhe da vida que foi,
Escorre nos fiapos do cabelo,
Cãs albinas
Que a maresia matinal atira
Contra a muralha 
No abandono da solidão,
Quando os olhos turvos agigantam
Uma lágrima teimosa
Que cava nas faces macilentas
Um carreiro de terra poeirenta
À beira dum canavial,
Que bordeja um ribeiro manso
E se perde no chão ávido
Da água que o estio sugou!



No pesado tempo de sonhar
Anda a memória à deriva
E o porto de abrigo fica
Entre os pontos cardeais
Dum azimute que só os filhos
Traçam!

by Paulo César, em 14.Out.2006, pelas 18h30

sinto-me: Monstroosamente bem!!!
Palavras chave: , , ,

publicado por Paulo César às 01:10
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