Segunda-feira, 25 de Setembro de 2006
Gente sem vergonha!

A mentira saiu à rua
Num dia assim
E veio cruel e nua
Para qualquer fim...
 
Mostrou-se com despudor
E sem medo algum,
Como se o seu destemor
Fosse um dom comum.
 
Arreganhou os dentes
E mostrou as garras,
Mandou bocas indecentes
Tocou fanfarras.
 
Afirmou solene, a mentira,
E gritou estridente;
- Quem se queixa delira
E portanto mente!
 
Espezinhou o labor
de tantos e tantas...
Vilipendiou o vigor
de mãos e gargantas!
 
Não contente, alardeou
Sua mansidão,
Escondendo o lobo matreiro
Sob o gibão!
 
Abriu os braços pueris,
Como que a dizer:
- Vinde cordeiros servis,
Que vos vou comer!
 
Erigiu, no lugar da honra,
A pouca vergonha...
Destilou o fel e o ódio...
- Mortal peçonha!
 
Oh, Gente sem vergonha!
 

A propósito de uma notícia de jornal...

by Paulo César, em 19.Mar.2004, 09h00


sinto-me: Irritado
Palavras chave: ,

publicado por Paulo César às 03:54
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