Terça-feira, 6 de Novembro de 2012
Talvez...

 

Talvez se resolva por si, este vazio que sinto...

Talvez aconteça um milagre, que me liberte da presunção de ser

um naufrago que se agita e causa ansiedade a quem me avista...

Talvez ainda haja um paredão onde me possa sentar a ver o pôr-do-sol...

Talvez a encosta que nunca desci, do lado de lá do monte, seja mais verde

do que aquela que trepo todos os dias, do lado de cá da vida...

Talvez se venda em pacotinhos de papel perfumado, o amor que sinto por ti...

Talvez exista um sino perdido numa torre de igreja, sem altar nem deus,

onde eu possa repicar a notícia da minha morte...

Talvez eu acorde alguém adormecido para chorar por mim

e levar-me flores brancas, como branco foi o meu encantamento lapidar...

Talvez eu possa passar incólume por entre a multidão...

Talvez aconteça perder-me para enfim me encontrar

e, se assim for, que eu seja feliz ao menos uma vez!

Talvez... A loucura sempre! Talvez!


Em 06.nov.2012

PC


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publicado por Paulo César às 02:03
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