Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011
Declaração de amor (I)

 

Fonte: Google

 

 

Não sobrou nenhuma palavra

Depois que disse: amo-te!

Nem nenhuma pomba branca veio

Arrulhar um segredo

Que descosesse o meu silêncio;

Nem uma nuvem de algodão quis

Aferrolhar o sol só para si;

Nem um sopro de aragem levou para longe

Aquela memória feita de gomos de saudade

E algumas migalhas de solidão.

 

Depois que olhei de frente o sol

No final do dia

A noite veio despudoradamente deitar-se comigo

Numa cama vazia de encantamento

E fez com que não dormisse nem sonhasse.

 

Simplesmente porque a insónia se arrogou

O direito de me infernizar o sono!

 

E o amor que eu ainda sinto

Não é coisa que se partilhe em concubinagem

Com ninguém,

Especialmente se a noite for o lado da chaga

Que ainda não cicatrizou!

 

 

Em 17.Set.2011, pelas 08h15

PC


Palavras chave: , ,

publicado por Paulo César às 17:44
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