Quinta-feira, 20 de Maio de 2010
Deixa-me só...

 

Deixa-me só...

 

Não atormentes o meu silêncio

com palavras inúteis

ou um sorriso macilento

que traga consigo o odor

a bafio

e uma quase aspereza

com sabor a castigo

sem perdão!

 

Deixa que me embale no abandono

duma viagem sem destino

como se buscasse a pedra filosofal

ou o elixir da eterna juventude

ainda que as lágrimas

caiam no âmago do mesmo silêncio

bruto

e doam como punhais

tragando a carne em agonia!

 

Deixa-me só...

A guardar os caminhos sem regresso

e a tornar vivas as imagens

perdidas

do tempo da inocência!

 

 

by Paulo César, em 20.Mai.2010, pelas 20h00


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publicado por Paulo César às 20:04
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