Domingo, 18 de Abril de 2010
Incerteza permanente

 

quase sempre o pudor

outras tantas o medo

a submissa vontade

o constante degredo

 

dum lado o silêncio

do outro a magia

nos olhos perfume

nas mãos melodia

 

e palavras sem dono

a escorrer em cascata

até mesmo no sono

nascidas sem data

 

imagens sem cor

ciganas, vadias

a encher de odor

as margens dos dias

 

pedras de metal

madeiras de rocha

linhos de burel

luzeiros de tocha

 

avoengas dores

e tantas insónias

furtivos lavores

em colunas jónias

 

cardumes de abelhas

rebanhos de sonho

com palavras velhas

poemas componho

 

e lanço-os tal e qual as naus

no oceano imenso

serão bons, serão maus?

calo-me, duvido, penso...

 

 

by Paulo César, em 18.Abr.2010, pelas 20h00


sinto-me: inconstante
Palavras chave: , ,

publicado por Paulo César às 20:20
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