Sábado, 6 de Março de 2010
Breve descrição do homem comum

 

Breve o sorriso

e a pétala cai..

Sopro de aragem

que leva a saudade...

Raio de luz

penetrando o silêncio...

Fundo na alma

derrama-se o sonho!

 

Mãos sobre o colo

à espera de Deus...

Flor na campina

aspergindo aroma...

Pássaro azul

inventando destinos...

E o olhar quedo

procurando o verso!

 

Arrancado a ferros

o corpo segrega

gritos tormentosos

na espera final

e as papoilas rubras

viram madrugada

quando o dia nasce

e acorda a paisagem.

 

Tudo se completa

na curva da tarde

e aos ninhos vazios

retornam as almas

para chamar a lua

em preces de medo

crentes pecadores

sem aura nem credo.

 

Quando o sono entra

escancarando a porta

as luzes das casas

já não têm cor

e os pirilampos

chegam de mansinho

rebanho de luz

sem cão nem pastor.

 

Uma e outra e outra

estrelas cadentes

caiem na vertigem

dum sonho maldito

quais anjos sem asas

que o abismo toma

a exorcizar fantasmas

ou a criar herois.

 

Teimando, teimando

faz-se curta a estrada

e tão longo o tempo

que a memória trai

e de olhos fechados

já só vemos negro

o arco-íris brilhante

suspenso no azul.

 

Rendo-me à fraqueza

de ser sonho apenas

de inventar a dor

quando a dor não é

de rir sem razão

quando o riso é mágoa

de manter a esperança

quando perco a fé.

 

Rendo-me...

Mas fico de pé!

 

 

by Paulo César, em 06.Fev.2010, pelas 23h30

 


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publicado por Paulo César às 16:02
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