Quarta-feira, 3 de Março de 2010
Das flores e dos pássaros...


Sobram as flores nas tardes estivais
e os pássaros mortos
na orla do infinito
têm olhares sonâmbulos
de adivinhos sem aura.

Perco a viagem sem destino
e agarro nas mãos trémulas
os pedaços de tempo perdido
como fios de água imprecisa
com sabor a inquietação.

Recuso o assombro e espanto
as núvens no vértice da manhã
a lavrar erros e dúvidas
e a esconjurar artificios
qual espadachim do Demo.

Não me venço, dando-me por vencido!
Persisto na busca da fragrância
certo de que as flores são imorredoiras
e os pássaros, intemporais,
a Fénix que subirá dos meus sonhos.

Ainda são assim os homens comuns!



by Paulo César, em 22.Fev.2010, pelas 14h45


sinto-me: regressado
Palavras chave: , , ,

publicado por Paulo César às 21:50
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