Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009
Poema insolente

Quero o tudo e o nada

para que nada me falte

e tudo me torne

pusilânime

e imbecil!

 

À semelhança dum animal

pré-jurássico

quero garras insolentes

e uma força aterradora

que me distinga

sem necessidade de marca!

 

Almejo a demência

a voracidade

o despropósito

a medonha aura

dum chacal

ou dum abutre

pronto a atacar os despojos

da carne infecta!

 

Onde a paz existir

levarei o terror

no lugar do silêncio

plantarei a escarninha dor

em vez de luz

trevas e sombra

que alimentarão o medo

e submeterão os sonhadores!

 

Proibido será o amor,

as lágrimas

e a saudade!

 

A orfandade germinará

no pântano da existência

e as papoilas outrora rubras

hão-de tornar-se roxas

como o luar de Agosto!

 

Quero o tudo e o nada!

Ou tudo... Ou nada!

 

 

by Paulo César, em 25.Nov.2009, pelas 19h10

 


sinto-me: provocador
Palavras chave: , , , ,

publicado por Paulo César às 17:32
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