Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
Espaço onírico

 

O murro seco no ar infecto

onde o odor de nausea despoleta o riso

e os nervos de aço escalam a sonolência

violentando a névoa na manhã parida.

 

Fogueiras de espasmos acordam a ira

e o tropel da angustia desmaia no espelho

ante olhares prenhes da mórbida força

que cavalga as dunas e cala a revolta.

 

Tantãs tribalistas germinam nos gestos

singrando no golpe que o trovão dispara.

Crateras esventradas vomitam o sarcasmo

estrelejando o artifício dum fogo liberto.

 

Corpos seminus segregam fragâncias

aspiram dejectos na peleja dos ritos

e no umbral das portas abertas ao espaço

crescem aventesmas com olhos alados.

 

Frias dimensões conjugam ocasos

em quadrantes lascivos de sonoras imagens

avoengas figuras postam-se de atalaia

rindo de si mesmas em dementes miragens.

 

 

by Paulo César, em 05.Nov.2009, pelas 23h00

 

 


sinto-me: pássaro
Palavras chave: , , ,

publicado por Paulo César às 09:44
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