Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
Poema improvável

 

A vagarosa luz

penetra a sombra

fecundando a penumbra

macilenta

 

a gélida chuva

irrompe intrépida

violando o silêncio

da terra prostrada

 

o vento suão

esventra as casas

aferrolhadas

e submete o espaço

 

a noite alastra

dominadora
acicatando os medos

que escravizam

 

o mar investe

marulhando

no areal exposto

em poisio

 

De olhos em riste

aponto algures

um ponto improvável

onde se cruzam

todos os sons e silêncios,

toda a luz e toda a treva,

todo o tempo e todo o espaço,

toda a vida

e o que virá depois!

 

by Paulo César, em 03.Nov.2009, pelas 13h15

 

 


Palavras chave: , , , ,

publicado por Paulo César às 18:30
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1 comentário:
De Utopia das Palavras a 4 de Novembro de 2009 às 19:14
Paulo

Provávelmente um grande poema!Uma ode ao universo, ao inicio de um todo que somos nós!

Gostei muito

Um abraço


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