Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009
A sombra

 

A lembrança das horas

esconde-se com o por-do-sol,

mergulha nas águas agitadas

do mar da maré vasa,

adormece no colo do luar,

a escutar o pio sombrio

duma coruja inerte,

na torre sineira duma igreja

que já não é.

 

É no labirinto do vazio

que me acolho

a contemplar a sombra

que me persegue

persistente.

E rio de mim

um riso limpo

para me sentir outro.

 

E a sombra ri

o meu próprio riso!

 

 

by Paulo César, em 27.Out.2009, pelas 20h40


sinto-me: pensativo
Palavras chave: , , ,

publicado por Paulo César às 09:24
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1 comentário:
De Utopia das Palavras a 28 de Outubro de 2009 às 15:31
"E rio de mim

um riso limpo

para me sentir outro"

A sombra que nos reflecte tantas vezes os sentimentos, como espelho de água...um rio de nós!

Gostei da serenidade e da leveza que este poema transmite! Lindo!

Abraço


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