Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009
Que dor é esta

 
Que dor é esta que te dói
Mesmo quando não a sentes

E te amofina nos dias solarengos

Quando devias estar feliz

Contemplando o azul e sentindo

A aragem beijar-te a face silenciosa?


Que estranho poder tem essa garra

Que se entranha no teu corpo todo

E te obriga a ceder quando só desejas

Ir por aí ao acaso dos passos perdidos

A indagar os sons e os cheiros

Como se fosses alquimista ou génio?


Porque estranhas maneiras

Se aninha em ti essa quase intrusa

Deixando-te prostrado e amorfo

Incerto quanto ao futuro e dependente

Duma vontade que não é a tua

Mas se sobrepõe e se impõe?


Onde perdeste o teu sorriso?

A tua coragem, onde te abandonou?

Que é feito do teu olhar sereno e luminoso?


Porque morres por dentro de ti

No abandono do tempo e da espera

Se há futuro em cada pingo de chuva,

Em cada sopro de aragem,

Em cada raio fugidio de luz,

Em cada madrugada parida

Do ventre duma qualquer noite

Tenebrosa?


Levanta-te!

Suga a vida de cada momento único

De cada ocasião banal
De cada local improvável

E aventura-te nas asas do sonho

Até atingires o outro lado do conceito.

Liberta-te
E ainda que sintas dor

Atende apenas à tua vontade de vencer

E vencerás.


Sempre! Sempre!

Porque a vitória é algo que nasce

Da indomável vontade de vencer!

 

by Paulo César, em 02.Jul.2008, pelas 19h00


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publicado por Paulo César às 20:16
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1 comentário:
De rosafogo a 22 de Outubro de 2009 às 20:43
Muito lindo de se ler e reler, como sempre és aquele
poeta que não desilude, tudo o que escreves é bom.

Meus parabéns e um abraço
forte da amiga
natalia


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