Sábado, 17 de Outubro de 2009
Alvorecer

 

Volúvel madrugada...

 

Presos no fio das horas

fiapos de luz acordam

cobrindo as planícies

do abandono,

onde o orvalho cristal

se dependura da folhagem,

reflectindo faúlhas de arco-íris.

 

Pássaros azuis,

sonolentos ainda,

arribam, distendem as asas,

ensaiam o primeiro voo

matinal

e lançam-se em direcção

ao sul.

 

Vagarosas as núvens,

cúmulos fantasmagóricos,

pinturas abstractas

suspensas e gratuitas,

fazem percurso

no sopro perpétuo

do vento.

 

Da minha janela vejo

o que só da minha janela se pode ver!

E bocejo...

cheio do dia que acaba de nascer!

 

 

by Paulo César, em 14.Out.2009, pelas 14h00


sinto-me: assim...
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publicado por Paulo César às 15:49
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