Sábado, 27 de Junho de 2009
Palavras paridas

 

Ponho nas palavras
Asas de gavião ou albatroz
E lanço-as, desnudas,
Ao encontro das ruas apinhadas,
Como se fossem plumas.
 
Por vezes escorrem dos dedos,
Como o suor no corpo em esforço,
E caiem desamparadas
No lajedo das praças,
Aos pés das estátuas.
 
Momentos há em que recusam
Sair do seu torpor de palavras
E fincam amarras e cadeias
Que só a inspiração dum momento,
Como um clique,
É capaz de rebentar.
 
Mas, sempre que as palavras
Se soltam e libertas vão
Por aí – luzeiros nas madrugadas –
Eu adormeço tranquilo
E sonho com nenúfares
E libelinhas!
  
by Paulo César, em 12.Junho.2009, pelas 20h00

sinto-me: sereno
Palavras chave: , ,

publicado por Paulo César às 10:13
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1 comentário:
De rosafogo a 29 de Junho de 2009 às 16:04
Parto, daqui destas palavras paridas com alguma dor, porque partir é sempre triste. Mas... levo-as comigo
para os meus favoritos e também, as levo no meu pensamento, porque são lindas.

Beijinho
Fica bem
Natália


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