Sexta-feira, 5 de Junho de 2009
Infindável busca

  

Se fores à minha procura
E não encontrares o homem,
Busca nas palavras escritas
O caminho que há-de levar
Ao pássaro
Em cujas asas me liberto
Para ensaiar voos sem destino.
 
Se chamares por mim
E a resposta surgir na ressonância
Do eco côncavo, gutural,
Levanta os olhos ao céu,
Abre os braços de par em par
E abraça a vaguidão
Com a insolência dum louco!
 
Mesmo que não me encontres
- matéria corporal palpável,
dimensão e geografia -
acharás a volátil fragrância
que semeei por aí
em folhas nuas, em papeis crus,
carregados de dúvidas e interrogações.
 
O que sou e o que fui
Derramei em avalanches
De palavras inúteis
A que chamei poesias,
Que as gavetas fechadas
Guardam dedicada e fielmente!
 
by Paulo César, em 02.Mar.2009, pelas 23h00

sinto-me: livre e feliz
Palavras chave: , ,

publicado por Paulo César às 20:39
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