Sábado, 21 de Março de 2009
Rumor do silêncio

 

 

Banho-me no silêncio do teu olhar

Entre a distância do desejo

E a sofreguidão da pele latejante

Antevendo o momento

E sentindo a angústia

Do tempo que se escoa lento.

 

Do arquivo da memória

Surgem imagens peregrinas

Que desfilam em catadupa

Até se tornarem vivas

No peito que as sente

E no olhar que as vislumbra.

 

Só de ti nada sei!

Nem o onde, o como, ou o porquê...

E o que me resta obriga-me

À espera

Mirrando, calado, da saudade

Que já não sei esconder.

 

by Paulo César, em 17.Mar.2009, pelas 20h00


Palavras chave: , ,

publicado por Paulo César às 11:50
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1 comentário:
De rosafogo a 3 de Junho de 2009 às 22:09
Francamente, não sei de qual gosto mais, porque me apaixono por cada uma que leio.
Parabéns, estás mesmo de parabéns.
Tens mesmo de partilhar com quem adora poesia.

Abraço


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