Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008
Testamento...

 

 

Deixo-te o silêncio,

para que saibas ouvir o infinito.

Deixo-te o sorriso,

para que saibas inventar a alegria.

Deixo-te um abraço,

para que saibas sentir a ternura.

Deixo-te o olhar largo e vasto,

para que aprendas a ver além de ti.

Deixo-te palavras por escrever,

para que com elas construas pontes.

Deixo-te a mão aberta, nua,

para que com a sua ajuda subas mais alto.

Deixo-te o silêncio prenhe de burburinho,

para que com ele saibas ouvir o que tem valor.

Deixo-te as palavras que escrevi,

para que delas tires o que valer a pena.

 

Deixo-te o olhar vago de quem quiz ser único,

para que por ele saibas o tamanho da solidariedade.

Deixo-te as palavras que fui alinhando

para que por elas percebas quem fui.

 

Deixo-te o pouco e sem valor que escrevi,

para que possas amar as palavras

que constroiem o diálogo

e vencem o inconformismo.

 

Deixo-te em testamento letras dum alfabeto

sem alinhamento ou sequência,

porque é assim que a vida flui,

mesmo quando teimosamente a queremos

alinhada em fileiras de submissão.

 

Deixo-te o que fui, em tudo o que sou

e se nada tiver valor,

não te esqueças nunca

que te amei!

 

by Paulo César, em 17.Nov.08, pelas 20h00



publicado por Paulo César às 20:18
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1 comentário:
De rosafogo a 3 de Junho de 2009 às 22:12
LINDO,LINDO,LINDO.

Estou sem palavras!
Como foi possível teres-me escapado durante tanto tempo, eu que passo boa parte da minha noite, procurando...

Abraço



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