Quinta-feira, 3 de Julho de 2008
Adeus...

 

 

Na hora do adeus

o estrondo das lágrimas

ofusca a grandeza dos gestos

simples,

a mão que afaga a pele,

o beijo que lambe a face rubra,

a força do abraço que estreita os corpos

e transfega o amor.

 

De resto o ar oprime,

o espaço esfuma-se,

o horizonte perde-se,

os olhos cegam na hora do adeus

incapazes de sarar

a dor caudalosa.

 

É então que a saudade

nasce

e faz rebentar as águas

duma prenhez que ao invés

de dar à luz

abre a caverna da escuridão

até se exaurir em dias

e dias sem tamanho.

 

by Paulo César, em 27.Maio.2008, pelas 20h40


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publicado por Paulo César às 19:10
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