Quarta-feira, 4 de Junho de 2008
Cegueira

 

 

 

Tacteio medroso

A buscar as formas

Moldando imagens

Como a ponta dos dedos

 

E tudo o que vejo

Tem volume e sabe-me

Às cores que porfiam

Povoar a mente.

 

E que dizer do mar

Que não seja água

E sabor a sal

E cheiro a maresia

E som cavernoso das ondas

Que rebentam

Quando as gaivotas guincham

Sobre as arribas escarpadas

Ou os barcos prenhes

De peixe ainda a saltar?

 

Que dizer do sol

Que não seja “amigo”…

Que dizer da noite

Que não seja insónia…

E do amor,

Que não seja a maciez

Do teu corpo nu

Que já sei de cor?

 

 

by Paulo César, em 03.Junho.2008, pelas 21h15 (Fertagus)

 



publicado por Paulo César às 19:05
link do post | comentar | Adicionar às escolhas
|

Janeiro 2016
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30

31


Sobre mim
Pesquisar neste blog
 
Posts recentes

O NATAL POSSÍVEL

N A D A

A melhor maneira de amar,...

Amor platónico

Do alto da minha janela

Só por amor

As minhas asas

Alter ego

Talvez...

Auto-dissecação

Arquivos
Palavras chave

25 abril(3)

alegria(5)

amizade(4)

amor(32)

Análise(3)

angustia(3)

asas(5)

busca(14)

desejo(5)

dor(4)

esperança(9)

eu(5)

futuro(6)

gratidão(10)

grito(5)

homem(4)

interrogação(4)

introspecção(8)

liberdade(11)

luta(3)

luz(4)

memória(7)

morte(5)

murmúrio(6)

natal(3)

natureza(4)

olhar(3)

paixão(7)

palavras(10)

passado(3)

paz(4)

poema(5)

poemas(35)

poesia(148)

saudade(17)

sentimentos(3)

silêncio(10)

sonho(21)

terra(4)

vida(5)

todas as tags

Ligações
Participar

Participe neste blog

Fazer olhinhos
blogs SAPO
subscrever feeds