Quinta-feira, 15 de Maio de 2008
Quem és tu?

 

 

 

Quem és tu?

Um sorriso solto no arco-íris?

Uma nuvem desgarrada na via láctea?

Um reflexo de luz na maré vazia e calma?

 

Quem és tu?

Um sopro de aragem na quietude sombria?

Um grito mudo na culpa teimosa?

Um soco do acaso na trincheira da vida?

 

És tu o silêncio que fala?

A saudade que investe?

A loucura que teima

Soltar amarras e dizer: olá!?

 

És tu, certeira e vigorosa,

A seta que atinge o alvo

E se crava na pele desnuda

Como se questionasse: porquê?

 

Quem és tu? Quem sou eu?

Quem somos nós os que somos,

Perdidos de nós próprios,

Ao encontro do outro

A temer encontrar o lado de lá,

Como se houvesse um papão

Ou uma fada má?

 

Quem és tu?

Deixa que a interrogação fique!

O tempo dirá a verdade que falta!

 

by  Paulo César, em 15.Abril.2008, pelas 20h15


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publicado por Paulo César às 17:46
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