Sábado, 31 de Março de 2007
Perguntas sem resposta



Dono do mundo não sou

dono de mim também não
acaso sou dono das palavras
que povoam o meu ser?

Serei dono dos momentos
em que deixo correr a vertigem
e deposito na folha nua
os sentimentos solúveis

e tantos outros insolúveis
que me invadem de rompante
e se vêm sentar à soleira
dos meus olhos prescrutando

a vaguidão e os meus segredos
mais secretos, mais guardados,
aqueles que não ouso falar
nem para mim mesmo?



Se nada é meu, nem eu de mim,
que busco quando procuro
no recondito lugar sem fim?

O longe, o distante, o efémero,
ou simplesmente gasto o tempo
na loucura de estar ocupado?

by Paulo César, em 31.Mar.2007, pelas 17h15


sinto-me: inquieto
Palavras chave: , ,

publicado por Paulo César às 17:18
link do post | comentar | Adicionar às escolhas
|

Janeiro 2016
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30

31


Sobre mim
Pesquisar neste blog
 
Posts recentes

O NATAL POSSÍVEL

N A D A

A melhor maneira de amar,...

Amor platónico

Do alto da minha janela

Só por amor

As minhas asas

Alter ego

Talvez...

Auto-dissecação

Arquivos
Palavras chave

25 abril(3)

alegria(5)

amizade(4)

amor(32)

Análise(3)

angustia(3)

asas(5)

busca(14)

desejo(5)

dor(4)

esperança(9)

eu(5)

futuro(6)

gratidão(10)

grito(5)

homem(4)

interrogação(4)

introspecção(8)

liberdade(11)

luta(3)

luz(4)

memória(7)

morte(5)

murmúrio(6)

natal(3)

natureza(4)

olhar(3)

paixão(7)

palavras(10)

passado(3)

paz(4)

poema(5)

poemas(35)

poesia(148)

saudade(17)

sentimentos(3)

silêncio(10)

sonho(21)

terra(4)

vida(5)

todas as tags

Ligações
Participar

Participe neste blog

Fazer olhinhos
blogs SAPO
subscrever feeds