Terça-feira, 13 de Março de 2007
Por acaso



Por um acaso fui longe
no louco sonho do amor
Por acaso dum acaso
inventei a própria dor

Por acaso descobri
que sendo eu este que sou
só por acaso vivi
o que a memória guardou

Foram por acaso cartas
mil telefonemas, viagens,
mil outros sonhos sonhados
muitas esperas, miragens

Do acaso fiz parceiro
a quem tudo confiei
entreguei-me verdadeiro
do que restou já não sei

Só por acaso aqui estou
a escrever... e por acaso
do que fui e já não sou
não cheguei a fazer caso

Vivo dos sonhos pequenos
que engrandeceram meu sonho
e me tornaram ao menos
inteiro no que componho

O acaso não vem ao caso,
mas por acaso ou não
não é só obra do acaso
as palavras, o refrão.

Meu canto feito poesia
construo-o eu por acaso
dando mais em cada dia
apesar da idade ou prazo.

by Paulo César, em 13.Mar.2007, pelas 23h00

sinto-me: ao acaso
Palavras chave: , ,

publicado por Paulo César às 22:53
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