Sábado, 17 de Fevereiro de 2007
Desejo de morte



Quando a morte vier

que venha devagar,
silenciosa,
insinuante,
na força duma bala,
no gume duma faca,
no nó duma corda,
no estrondo de uma queda,
numa sincope indolor,
ou como quer que seja...

Quando a morte vier
que eu esteja preparado
para a receber
e com ela beber um copo,
trocar uma conversa amena,
dançar uma valsa lenta
ou um tango fugaz.

Quando a morte vier
que seja dia,
sol vivo e a pino,
 luz vibrante e envolvente,
tempo de flores
e muita água nos rios.



Que haja pardais no arvoredo
e andorinhas nos beirados,
gente apressada nas ruas
e sons de música num rádio
incansável
donde brote alegria a rodos.

Quando a morte vier
que eu saiba da vida
tudo o que devesse saber
e que nada nem ninguém
chore a minha partida
mesmo sem querer.



Quando a morte vier
que venha bonita,
cheirosa,
requintada,
sorridente,
quiçá sexy...

É assim que deve ser
quando a minha morte vier!

by Paulo César, em 17.Fev.2007, pelas 16h15

sinto-me: pragmático
Palavras chave: , , ,

publicado por Paulo César às 16:10
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