Domingo, 4 de Fevereiro de 2007
A Palavra e a Escrita

Incerta a palavra escorre...
Vertida no papel a tinta seca...
A ideia povoa a mente e solta-se
Libertina e indelével
Para semear tertúlias
Na imensidão...



E dita assim
A palavra já não é minha
É, por si mesma,
Ideia e Matéria,
Razão e Vontade,
Princípio e Fim,
Alpha e Ómega,
Tudo e Nada,
Natureza que intui
E se transforma
E transforma o que toca.

No branco alastra a vertigem
E a soma de letras miudas
Multiplica-se nas palavras
Em que se dividem as ideias
Que se subtraiem à sucapa
Para um poema, outro,
Que escrevo com o intento
De lançar  como  grito
Ou slogan.

As linhas tornam-se  sinuosas...
O espaço claustrofóbico...
E fio condutor esvai-se...
Por  fim o braço pára
E tanto ficou por escrever!


by Paulo César, em 04.Fev.2007, 17h15

Palavras chave: ,

publicado por Paulo César às 16:56
link do post | comentar | Adicionar às escolhas
|

4 comentários:
De isa a 5 de Fevereiro de 2007 às 22:33
Não há nada como a escrita para demonstrar o que estamos sentindo.
O que na conversa fica por dizer no papel ganha asas.
Fica bem


De Paulo César a 11 de Fevereiro de 2007 às 22:19
Olá, de novo?

Espero ver-te de volta mais vezes.
É bom ler o que escrevem sobre o que escrevemos. Dá alento!
Obrigado.
Até já...

Paaulo César


De silvia a 6 de Março de 2007 às 20:26
Convido todos os amantes de poesia a visitarem a rubrica "Poema da semana", no site A-PLATAFORMA. é um espaço modesto de leitura e sonorização de poetas mais ou menos conhecidos. Passem por lá e deixem os vossos comentários e sugestões. Obrigada.
deixo o link:
http://www.a-plataforma.net/home/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=24&Itemid=85


De poesianunorita a 7 de Março de 2007 às 12:25
As palavras.
As palavras são tudo o que temos,
nós, poetas, trovadores das dores da alma
e dos cânticos que acalmam...
Esta é a minha maneira de dizer que gostei do teu espaço e do que li. Num estilo directo e simples, mas é na simplicidade que vivem as coisa mais belas do mundo.
Convido-te a entrares no meu espaço onde tenho sempre a chaleira dos poemas ao lume e bolachas com pinguinhas de versos sempre prontas para as visitas.
Um abraço.


Comentar post

Janeiro 2016
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30

31


Sobre mim
Pesquisar neste blog
 
Posts recentes

O NATAL POSSÍVEL

N A D A

A melhor maneira de amar,...

Amor platónico

Do alto da minha janela

Só por amor

As minhas asas

Alter ego

Talvez...

Auto-dissecação

Arquivos
Palavras chave

25 abril(3)

alegria(5)

amizade(4)

amor(32)

Análise(3)

angustia(3)

asas(5)

busca(14)

desejo(5)

dor(4)

esperança(9)

eu(5)

futuro(6)

gratidão(10)

grito(5)

homem(4)

interrogação(4)

introspecção(8)

liberdade(11)

luta(3)

luz(4)

memória(7)

morte(5)

murmúrio(6)

natal(3)

natureza(4)

olhar(3)

paixão(7)

palavras(10)

passado(3)

paz(4)

poema(5)

poemas(35)

poesia(148)

saudade(17)

sentimentos(3)

silêncio(10)

sonho(21)

terra(4)

vida(5)

todas as tags

Ligações
Participar

Participe neste blog

Fazer olhinhos
blogs SAPO
subscrever feeds