Domingo, 4 de Fevereiro de 2007
Abstracção e palavras



Misógina
A imagem conduz
A lugar nenhum!

Abstacto
O silêncio decifra
O tamanho do caos!

Mil olhos
Vagueiam no mofo
Do tempo desgastado
Em busca do humus
Do sonho
Como se a Via Láctea
Levasse ao Paraíso!

Na aspereza das horas
Mortas
Decomponho contrito
Os fiapos de tempo
Que nascem no âmago
Das coisas que se moldam
Entre mãos de feiticeiro
E truques de mágica
Sem mestre!



As estrelas cadentes
Tingem de luz repentina
E vertiginosa
As estradas de Santiago!

No voo dos morcegos
Deambulam os fantasmas
Nocturnos
Da alegoria
Da vida!

Lamparinas de azeite,
Já extintas,
Atraiem as borboletas
Do lusco-fusco,
Em voos sem retorno!

Penso-me na abstracção
Das palavras,
Na irrazoabilidade
Dos sentimentos,
No mistério de ser
Ainda e sempre!


by Paulo César, em 23.Dez.2005, às 04h45 (T. Towers)

sinto-me: nice
Palavras chave: ,

publicado por Paulo César às 16:17
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