Sábado, 20 de Janeiro de 2007
Murmúrio



Poiso no teu corpo
Os olhos da noite,
Devagar,
Silenciosamente.

Vagamente mergulho
Na memória de ti
Percorrendo cada curva,
Cada saliência,
Cada pedaço de pele,
Como se rasgasse
O horizonte
Até ao infinito.

Invado a saudade
Do tempo perdido
Como se penetrasse anónimo
O segredo inviolado
Do teu olhar
E por ele atingisse
A perfeição
Ou o Éden!

Escravo da ausência
Dependo do teu halo,
Da tua sombra,
Do eco fantasmático
Que ressoa no absurdo
De presentir-te onde não estás,
Onde não podes estar.

O teu retrato, em contraluz,  tolda
O ambiente onde me aninho
E por ele me ligo a ti,
Qual cordão umbilical
Inquebrável.

E no entanto há uma distância
Que jamais encurtaremos
Pois ambos sabemos
Que a dor do murmúrio
Permanecerá
Inalterada e firme
Para nos fazer amantes
Um dia após outro dia
Até ao fim dos nossos dias!

by Paulo César, em 19.Jan.2007, às 23h45

sinto-me: Silencioso
Palavras chave: , ,

publicado por Paulo César às 23:44
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