Domingo, 14 de Janeiro de 2007
Insónia


A coberto da noite

Planto sonhos
E quando o dia nasce
Colho os frutos
Proibidos
Da árvore da sabedoria.

O meu pecado original
Foi amar mais do que pode
A força humana
E fustigar a fome
Com beijos,
Com abraços,
Com carinhos
E silêncios nús,
Prenhes de encantamento.

Pendurei (penduro ainda)
Nas estrelas gritos mudos,
Chamamentos lancinantes,
Recados tresloucados
Como SOS de naufrago
Que vogam ausentes
No dorso das vagas,
Até que uma rede os recolha
Como peixes do espaço,
Mortos no maremoto da saudade!



De noite turvam-se-me os olhos
Ao olhar-te nos olhos
Com olhos de amar...
Jamais saberei de mim
Se não souber de ti
E se de ti não souber
Um pouco mais,
Meu amor!

by Paulo César, em 14.Jan.2007, às 00h15

sinto-me: happy
Palavras chave: , , ,

publicado por Paulo César às 00:03
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4 comentários:
De isa a 14 de Janeiro de 2007 às 00:47
O melhor remédio para as insónias é entrar nos blogs alheios sem pedir foi o que eu fiz .Gostei do que li continua.
Isanunes


De Paulo César a 14 de Janeiro de 2007 às 16:18
Entrar sem pedir licença é feio...
Mas ainda assim, tu não entraste, só espreitaste!
Estás perdoada e podes "espreitar" sempre!
Já "espreitei" o teu blog e a "flor do teu jardim". Parabéns e felicidades.


De Maria Bravo a 14 de Janeiro de 2007 às 20:03
Insónia 2

Ando aqui a espreitar os insones
companheiros de alvorecer
sem noite dormida
Encontrei um que recorda o Zeca, o Sérgio Godinho os Beatles e The Queen , entre outros, e que gostou do Les uns et les autres .
Tomo a liberdade de lhes juntar o Brel .
que ajuda a tornar tudo mais composto
E, como não tenho tempo
nem jeito
para construir um blog
entro aqui
devagarinho
(como quem não quer a coisa)

Olá meu amigo-que-desconheço
mas que não faz mal nenhum
Aqui fica o cartão da minha visita
mais o que gostei do que li
do que vi
no teu Chão d´Água
com cheiro a poesia

Maria




De Paulo César a 15 de Janeiro de 2007 às 20:31
Não ter jeito e escrever o que escreves-te é supremo saber. Obrigado pelo modo BELO como disseste o que sentiste. Quanto ao não ter tempo... Só não tenho tempo para morrer!
Beijos, a ti que desconheço! Maria, simplesmente!
Aparece sempre que quiseres!


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