Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2016
O NATAL POSSÍVEL

AbraçArvore.jpg

Não estavas, mas estiveste!

Não falaste, nem riste, mas senti-te!

O teu lugar ficou vazio

e o teu prato não foi tocado sequer,

mas o eco das tuas gargalhadas

encheu aquele lugar do chão ao tecto

e tudo o que não dissemos

eu recordei,

quando o ruído das vozes maquilhou de sorrisos

aquele espaço sem tempo.

 

Não foi nada mais do que saudade!

Não foi senão um desejo profundo

de te saber ali,

ainda que nada o fizesse notar.

 

Não choremos agora, que a vida tem outra intensidade

e outra luz e mais fulgor a eternidade!

Quem permanece no coração

faz acontecer Natal todos os dias,

ainda que os dias sejam de distância e solidão!

 

Inclino-me e sinto-me feliz!

Nada te afasta, quando tu permaneces!

 

Em 25.Dez.2015

PC



publicado por Paulo César às 09:00
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Domingo, 23 de Agosto de 2015
N A D A

 

Meu sentimento é de nada!

Nada... e nada acontece.

E o nada, que o tudo traz,

tira-lhe a esperança e a paz

e em desespero fenece

como lamparina sem luz,

que a noite fria reduz

a sombra negra, calada.

 

Meu sentimento é de nada!

Nada mais, que tudo é nada!

 

Em 20.Ago.2015

PC

 


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Terça-feira, 17 de Junho de 2014
A melhor maneira de amar, é amar


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publicado por Paulo César às 13:51
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Quarta-feira, 5 de Fevereiro de 2014
Amor platónico


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publicado por Paulo César às 21:36
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Quinta-feira, 2 de Janeiro de 2014
Do alto da minha janela

 

do alto da minha janela aberta

à noite, ao luar e ao longe

vejo o que vejo e o que almejo.

 

as casas caladas, que ficam do outro lado

da rua,

os carros, que correm atrás dos sonhos

dos condutores acelerados,

as árvores, nuas de ninhos e prenhes

de pássaros imberbes,

os cães vadios rosnando a fome

junto aos caixotes do lixo,

os gatos no cio miando desejos,

com olhos de perdição felina,

as luzes trémulas das luminárias, que incendeiam

as artérias hirtas de sangue e suor,

tresandando a feromonas,

o assobio oblongo dos ventos agrestes,

resvalando nas esquinas em estafetas miméticas,

e os olhares vasos de quem se arrasta traumaticamente

para o cadafalso das casas cheias de vazio,

ornamentadas de projectos anacrónicos

e muitas discussões hermeticamente assassinas.

 

do alto da minha janela aberta

vejo um rio de veludo azul

entroncando num céu de panorama anil

e todos os aviões de carreira que vogam

nas correntes ascendentes em direcção a todos os lugares

que eu penso existirem, onde dizem que existem,

ainda que nunca os tenha chamado pelo nome próprio,

nem cumprimentado com um trivial bom dia.

 

já empreendi que, do parapeito da minha janela

aberta à noite, ao luar e ao longe,

eu poderia erguer uma escada de fios de teia

e por ela subir ao lugar mais secreto que conheço,

ainda que nunca lá tenha ido com os olhos totalmente abertos

e capazes de ver o que lá existe.

não sei... não há quem acredite que o lugar mais secreto que conheço

sou eu mesmo,

inquietando-me de ser apenas a imagem mínima

do que verdadeiramente sou.

 

e isso faz-me como que uma comichão ou frenesim.

se eu, que sou, não me conheço,

quem me haverá de conhecer a mim?

 

 

Em 16.jun.2013, pelas 00h30

PC

 


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publicado por Paulo César às 21:04
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Quinta-feira, 26 de Setembro de 2013
Só por amor

 

 

PC - 02.Mai.2013


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publicado por Paulo César às 16:51
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Domingo, 1 de Setembro de 2013
As minhas asas

 

 

Paulo César

14.ago.2013


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publicado por Paulo César às 22:17
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Quarta-feira, 29 de Maio de 2013
Alter ego


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publicado por Paulo César às 23:15
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Terça-feira, 6 de Novembro de 2012
Talvez...

 

Talvez se resolva por si, este vazio que sinto...

Talvez aconteça um milagre, que me liberte da presunção de ser

um naufrago que se agita e causa ansiedade a quem me avista...

Talvez ainda haja um paredão onde me possa sentar a ver o pôr-do-sol...

Talvez a encosta que nunca desci, do lado de lá do monte, seja mais verde

do que aquela que trepo todos os dias, do lado de cá da vida...

Talvez se venda em pacotinhos de papel perfumado, o amor que sinto por ti...

Talvez exista um sino perdido numa torre de igreja, sem altar nem deus,

onde eu possa repicar a notícia da minha morte...

Talvez eu acorde alguém adormecido para chorar por mim

e levar-me flores brancas, como branco foi o meu encantamento lapidar...

Talvez eu possa passar incólume por entre a multidão...

Talvez aconteça perder-me para enfim me encontrar

e, se assim for, que eu seja feliz ao menos uma vez!

Talvez... A loucura sempre! Talvez!


Em 06.nov.2012

PC


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publicado por Paulo César às 02:03
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Sábado, 18 de Agosto de 2012
Auto-dissecação


 

Não há gritos nem silêncios

Suspensos dos meus olhos de acreditar

Há palavras maduras que se esgotam

Pingo a pingo

Na paulatina espera das auroras futuras

Quais caixas de Pandora que se abrirão ao amanhecer

De um qualquer dia sem história

Para recriar, no cadinho das memórias que guardo,

O tempo e o espaço que me constitui.

 

As pedras e o barro de que sou feito,

Numa estrutura de artesão que se auto modelou

São a argamassa dos sonhos que confluem

Para me incendiar de vontades e desejos

Que o vento sopra e leva para longe.

 

Quem nunca sentiu a textura do barro

Nem se auto erigiu a partir das catacumbas,

Não reconhece as imagens ambivalentes que circundam

A minha alma e lhe dão cor e perfume.

 

Eu sou aquele que nunca foi

Maremoto ou calmaria.

Sou tão somente a irracional razão que me domina

E me arremessa contra as barreiras e os impossíveis

Em busca dos abismos onde ressoam as melodias

Que aromatizam de ternuras e gratidão

As montanhas do meu desassossego!

 

Situo-me entre o jamais e o nunca

Nas terras do desafio impossível!

Vinde os que acreditam!

Que aos cépticos eu saberei perdoar!

 

 

Em 15.abr.2012, pelas 15h00

PC



publicado por Paulo César às 23:17
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